15.03.2019 | 08h47


FATALIDADE

Jovem que ficou tetraplégica após 'jacaré' diz não entender o acidente

Karina está fazendo fisioterapia diariamente para recuperar movimentos. Jovem ficou tetraplégica após tentar pegar uma onda sem o auxílio de prancha no litoral de SP.



"Tenho esperança de voltar a andar, não quero ficar nessa cama". O desabafo é da jovem de 24 anos que ficou tetraplégica após pegar um 'jacarézinho' em uma praia no litoral de São Paulo. Segundo apurado pelo G1, Karina Neustadter Castellanos já começou o tratamento para tentar recuperar os movimentos e diz que '"não dá pra entender" o acidente.

Karina é de Santos, no litoral de São Paulo, e se acidentou após pegar uma onda sem o uso de pranchas, manobra conhecida como 'jacarézinho', em uma praia de Ilhabela, no litoral norte. Ela perdeu os movimentos após um tombo brusco que ocasionaram a lesão. Em entrevista ao G1, ela relatou, pela primeira vez, como foi o acidente.

"Meu namorado tinha saído do mar mas, como a água estava muito boa, eu decidi ficar mais um pouco. Ele foi pegar nossas coisas e, quando vi ele voltando, fui pegar impulso na onda para sair da água. Tomei um 'caldo', girei na onda. Minha nuca bateu no chão, na areia, e meu queixo bateu no meu colo. Senti um choque muito forte e, na hora, já não sentia as minhas pernas", relembra.

Karina disse que tentava mexer os braços, levantar para sair da água, mas não conseguia por falta de forças. O namorado da jovem viu o acidente e fez o resgate. Em um hospital de referência em São José dos Campos, foi constatada a fratura na vértebra C6 e a tetraplegia. Desde então, ela diz que a vida tem sido hospitais e tratamento.

"Fico me perguntando como isso aconteceu. Eu nasci na praia. Morava em Santos, sempre me vi no mar. Já surfei com prancha, mergulhei em mar forte e com ressaca. Não dá pra entender o porquê naquela praia aconteceu isso", conta.

Quase dois meses após o acidente, a jovem faz fisioterapia em casa diariamente e, ainda, está fazendo tratamento também no Centro de Reabilitação Lucy Montoro, em Santos, onde se recupera na casa dos avós.

"Tenho esperança de voltar a andar. Não quero ficar nessa cama. Tem dias que eu estou bem, mais animada, tem dias que fico um pouco triste. É difícil ficar [na cama] aqui todo dia, o dia inteiro, não é fácil. Mas, quero me recuperar. Estou nessa cama mas vou voltar a andar", afirma.

Lesão

Karina foi diagnosticada com uma fratura na vértebra C6, na região do pescoço, o que a deixou tetraplégica. Em 2 de fevereiro, ela foi submetida a uma cirurgia, onde recebeu uma placa de titânio para reverter a lesão. Ela também teve o pulmão e o diafragma atingidos, o que resultou em dificuldade na fala.

Segundo o Centro de Reabilitação Lucy Montoro Santos, em 2018, 50% dos pacientes vítimas de acidentes causados por quedas em piscina, cachoeira e água rasa sofreram lesão medular com o comprometimento do movimento de todos os membros. Lesões como a da Karina podem ser completas ou parciais, o que vai definir a possível recuperação dos movimentos.

Após ser internada, Karina chegou a ficar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, sedada e entubada. Hoje, toda a família se mobiliza para a recuperação, incluindo a mãe, que mudou-se para Santos para cuidar da filha.











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