10.09.2010 | 12h27


Adolescentes internos no Pomeri fazem algazarra com fogo na instituiçâo



Da Reportagem

Revoltados com a transferência de um infrator, adolescentes do Raio 1 do Complexo do Pomeri atearem fogo nos colchões e lençóis, além de destruírem algumas camas de concreto. Não satisfeitos, ainda provocaram um curto-circuito deixando o setor às escuras. Policiais militares foram acionados e, recebidos a pedradas pelos menores.

A rebelião, que ocorreu anteontem, por volta das 22h30, terminou cerca de duas horas depois deixando as celas do Raio 1 totalmente destruídas. A rebelião só terminou com a chegada de um oficial da Polícia Militar.

Por causa do fogo, o Corpo de Bombeiros foi acionado para debelar as chamas. Mesmo com a reação dos adolescentes, os policiais usaram bala de borracha e gás de pimenta e conseguiram dominar os garotos. De imediato, os menores foram retirados das celas já que estavam em chamas.

Da rebelião, participaram os 32 infratores que estavam no bloco. Na contagem, após o término do protesto, dois estavam feridos, um com lesões no braço e outro, na cabeça. Para os policiais, os ferimentos foram causados pelas pedradas jogadas pelos próprios adolescentes. Um carro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e atendeu os garotos ali mesmo.

Segundo a diretora do Pomeri, Vilma de Oliveira, o motim ocorreu após um adolescente do Raio 1 ser colocado numa sala. O garoto teve um ato de indisciplina e estava sendo punido. “Os companheiros de cela, então se amotinaram e não retornaram para os quartos iniciando mais um ato de indisciplina”, informou.

Revoltados, os garotos iniciaram o quebra-quebra na ala, que foi recentemente inaugurada. “Não sobrou nada. O que não sabemos é como conseguiram destruir as camas de concreto. Foi de lá que pegaram as pedras e as arremessara”, explicou um policial. Com a destruição, a diretora da instituição transferiu os infratores para outra ala, onde deverão ficar.

Em menos de três meses, esse é o segundo caso de incêndio no prédio onde adolescentes infratores cumprem medidas sócioeducativas. Em junho, os garotos atearam fogo em algumas celas do Pomeri, e um adolescente morreu queimado. Trata-se de Donizete Tolentino dos Santos, de 15 anos. Outro infrator sofreu queimaduras e ficou internado no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC).

Na ocasião havia quatro adolescentes na cela, todos participantes do assassinato do garoto Erick Bruno de Lima, ocorrido no dia 23 de abril deste ano, nas proximidades do prédio onde funciona o programa Ser Menino, da prefeitura de Cuiabá. Erick foi executado com várias facadas - além de levar pancadas na cabeça e ter um cabo de vassoura espetado no pescoço. Apenas dois admitiram a autoria. Os demais alegaram que acompanharam a execução. (AR)











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