12.10.2017 | 12h03


ACUSADA DE MORTE DE ALUNO

TJ retira tornozeleira e permite volta de tenente aos Bombeiros

Os desembargadores da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça não permitiram que a tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur, retome as atividades de treinamento de alunos da corporação.


DA REDAÇÃO

Os desembargadores da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça acataram pedido e retiraram a tornozeleira eletrônica da tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur. A decisão foi proferida na quarta-feira (11) e também estendeu autorização para que ela volte às funções administrativas na corporação.

Izadora foi acusada pelo Ministério Público do Estado (MPE) de torturar o aluno Rodrigo Claro, durante treinamento, o que culminou na morte de Rodrigo no final de 2016.

Os desembargadores Gilberto Giraldeli, Luiz Ferreira e Marcos Machado foram unânimes em permitir que a tornozeleira fosse retirada e sobre o retorno de Ledur às atividades administrativas no Corpo de Bombeiros.

Não obstante isso, ainda que se mostre necessária a imposição de certas medidas de cautela em decorrência da gravidade concreta que permeia a ação, supostamente praticada pela paciente, entendo que algumas daquelas elegidas pela doutra juíza singular, se mostram, em prima face, desproporcionais e desnecessárias à situação particular da acusada Izadora Ledur de Souza”, apontou Giraldeli.

Os magistrados, porém, não permitiram que a tenente retome as atividades de treinamento de alunos da corporação.

O caso

Rodrigo era aluno do 16º Curso de Formação de Soldado Bombeiro do Estado de Mato Grosso e morreu no dia 15 de novembro de 2016. Ele passou mal durante aula prática de primeiros socorros aquáticos na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, em que a tenente Izadora Ledur atuava como instrutora.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado (MPE), a vítima demonstrou dificuldades para desenvolver atividades como flutuação, nado livre e outros exercícios e diante da situação, a tenente utilizava de métodos abusivos nos treinamentos para puní-lo.

Depoimentos colhidos durante a investigação indicam que Rodrigo foi submetido a intenso sofrimento físico e mental. O MPE denunciou o perfil perverso da tenente como instrutora.

Ledur está afastada das atividades após apresentar seis atestados médicos para tratamento de saúde desde a época do caso até julho deste ano. O Corpo de Bombeiros declarou que a apuração interna do caso ficará suspensa até que a tenente retorne da licença médica. Ela está de atestado até o dia 15 de outubro.

O juiz Marcos Faleiros, da 7ª Vara Criminal, determinou a audiência da tenente e outros cinco réus no caso, no Fórum de Cuiabá, às 14 horas, no dia 26 de janeiro do próximo ano.

 











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