20.06.2019 | 07h50


REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Emanuel: Cuiabá não tem desespero, mas terá dificuldade em pagar aposentados

Apesar de uma reserva de R$ 300 milhões, prefeito ressalta que se a Reforma da Previdência não incluir os municípios, o caixa da Prefeitura será sacrificado, sem capacidade de novos investimentos na cidade.


DA REDAÇÃO

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) avalia que a Capital terá dificuldades financeiras para pagar os aposentados e pensionistas, em caso de aprovação da Reforma da Previdência, sem a inclusão dos estados e municípios no texto final do projeto, que é apreciado pelo Congresso Nacional (Câmara e Senado).

“O aporte [pagamento das aposentadorias] ele vai sempre sacrificando muito a fonte 100 e a capacidade inclusive de investimentos do município. Você vai ter que cortar algumas coisas para manter o equilíbrio e a saúde financeira da Previdência [do Município]”, declarou o gestor, durante a assinatura da ordem de serviço da obra do Viaduto da Avenida das Torres.

No entanto, Emanuel destacou que em uma perspectiva de médio prazo, a Previdência do Município tem reserva de caixa no valor de R$ 300 milhões para garantir o pagamento dos salários dos aposentados, em caso de uma eventual crise: “É um dinheiro sagrado que não mexemos”.

“Não há desespero em Cuiabá, pois estamos em equilíbrio com as contas públicas, inclusive a previdenciária, apesar de suas dificuldades e preocupações”, acrescentou o prefeito.

“Não há desespero em Cuiabá, pois estamos em equilíbrio com as contas públicas, inclusive a previdenciária, apesar de suas dificuldades e preocupações”, acrescentou o prefeito.

Emanuel explicou que caso a reforma passe no Congresso sem a inclusão dos estados e municípios o impacto maior seria no Fundo Financeiro, que abrange os servidores mais antigos na hora do aporte, por parte do município. “A Reforma da Previdência, dependendo da forma que ela for encaminhada, pode afetar esse Fundo Financeiro”, reforçou.

“O aporte [pagamento das aposentadorias] ele vai sempre sacrificando muito a fonte 100 e a capacidade inclusive de investimentos do município. Você vai ter que cortar algumas coisas para manter o equilíbrio e a saúde financeira da Previdência [do Município]”, declarou.

“Mas estamos nos preparando para isso. Antes de qualquer medida, se vai entrar só a União e os estados e municípios não; é uma discussão para entender a realidade brasileira de cada cidade, porque a Previdência impacta no equilíbrio fiscal e nas contas públicas”, avaliou Emanuel.

“Por isso que eu acho necessária uma discussão, buscar o meio termo que não penalize o servidor, mas que a União não se isole da realidade de estados e municípios. Até porque o quê é uma federação? É a união dos estados em torno de um poder central que é a União”, defendeu acrescentando que o ideal, no final das contas, seria incluir os estados e municípios dentro da Reforma da Previdência.  

“Mas pelo que eu estou vendo, a União não está disposta em fazer essa inclusão. Então que haja, pelo menos, um cenário para preparar o apoio aos estados e municípios [para quando a reformar ocorrer]”, concluiu.











(1) COMENTÁRIOS

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Carlos Nunes  20.06.19 08h37
Ih! Fica parecendo que os coitados dos Aposentados e Pensionistas são os culpados pela crise...os vilões dessa estória. Ora, a crise foi provocada pela Má Gestão, pelas Políticas Econômicas Erradas, pelas Prioridades Equivocadas, além da roubalheira desgraçada. Os Aposentados e Pensionistas recebem o dinheiro com uma mão e pagam com a outra...movimentam as Economias Regionais, fazendo circular o dinheiro, garantindo assim o emprego de milhares de trabalhadores do Comércio, da Indústria, do Setor de Serviços. Quem quiser saber profundamente sobre a realidade dura, nua e crua da Reforma da Previdência, pode assistir pelo youtube, a palestra da professora, Doutora em Economia, DENISE LOBATO GENTIL, intitulada "professora da UFRJ desmonta Reforma da Previdência". A professora diz que...em vez de mexer com o andar de cima, OS PODEROSOS, o governo quer ferrar os pobres dos Aposentados e Pensionistas. Assistam e depois tirem suas próprias conclusões.

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