20.04.2017 | 18h32


SODOMA

Em depoimento, delegada da Defaz confirma investigação contra Luciane Bezerra

A ex-deputada estadual e atual prefeita de Juara é alvo de investigação sigilosa por ter recebido supostamente R$ 700 mil do ex-secretário de Estado, Pedro Nadaf


DA REDAÇÃO

A ex-deputada estadual e atual prefeita de Juara, Luciane Bezerra (PSB), é alvo de investigação sigilosa por ter recebido supostamente R$ 700 mil do ex-secretário de Estado, Pedro Nadaf. O valor teria sido desviado no esquema de corrupção investigado na quarta fase da Operação Sodoma, que apura desvio de R$ 15 milhões no processo de desapropriação da área no bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá.

Sem entrar em detalhes, devido ao foro privilegiado da prefeita, a informação foi confirmada pela delegada Alexandra Fachone, da Delegacia Fazendária (Defaz), arrolada como testemunha de defesa do ex-secretário de Planejamento, Arnaldo Alves de Souza Neto, em depoimento na tarde desta quinta-feira (20).

A oitiva foi presidida pela juíza Selma Arruda, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, a delegada confirmou que “existe um trabalho de investigação, mas não podemos dar detalhes, por ser sigiloso", ao responder a um questionamento feito pelo advogado João Cunha, que atua na defesa do ex-procurador do Estado, Francisco Lima, o Chico Lima.

A delegada confirmou que “existe um trabalho de investigação, mas não podemos dar detalhes, por ser sigiloso", ao responder a um questionamento feito pelo advogado João Cunha, que atua na defesa do ex-procurador do Estado, Francisco Lima, o Chico Lima.

O advogado lembrou que durante depoimento do empresário Filinto Müller, colaborador da justiça, na terça-feira (17), o ex-secretário Pedro Nadaf teria pedido que fossem repassados R$ 100 mil, destinados ao pagamento de uma "emenda" para a então deputada Luciane.

Na oportunidade, Müller revelou que descobriu que os valores foram usados por Nadaf para pagar uma extorsão feita por jornalistas, que ameaçaram divulgar o escândalo, caso não recebessem o dinheiro.

Por meio da assessoria de imprensa, a prefeita Luciane Bezerra reafirmou que se encontra à disposição da Justiça para qualquer tipo de esclarecimentos. Ela lembra que até o momento não tem informações sobre a investigação.

O nome de Luciane apareceu envolvido com a Operação Sodoma, em 2016, quando o ex-secretário chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, começou a confessar o esquema de corrupção, supostamente cometidos durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). Em uma das oportunidades, o ex-secretário disse que teria repassado à Luciane Bezerra o valor de R$ 700 mil, no ano de 2014, por meio de cheques e dinheiro oriundos do recebimento de propinas. O montante seria referente à dívida que Silval teria com ela.

Em um despacho da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), emitido no dia 27 de setembro do ano passado, os delegados Márcio Moreno Vera e Alexandra Fachone fizeram diligências para apurar, em novo inquérito policial, os supostos crimes apontados por Nadaf contra a ex-deputada.

O ex-secretário afirmou que Luciane Bezerra tinha plena ciência da origem ilícita dos valores recebidos.

No despacho, os delegados destacam que em um relatório técnico sigiloso, consta a localização de um cheque da empresa SF Assessoria e Organização de Eventos Eirelli ME depositado na conta corrente da empresa J. Lisboa da Hora EPP, no dia 15 de maio de 2014, bem como uma procuração emitida por essa empresa para Celso Ricardo Borba Azóia, irmão de Luciane Bezerra, outorgando poderes para ele representar a empresa pelo período de maio de 2013 a agosto de 2015.

O cheque localizado pela Polícia Civil e que Nadaf afirma ter entregue a Luciane Bezerra era oriundo de propina e a empresa SF Assessoria e Organização de Eventos, do delator Filinto Muller, que confessou ter lavado dinheiro para a organização criminosa, denunciada pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Ventrículo

Em abril de 2016, o ex-deputado José Riva acusou Luciane Bezerra de ter recebido R$ 50 mil fruto de um desvio de R$ 9,4 milhões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que é apurado na operação Ventríloquo, deflagrada em julho de 2015 pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).

Na época, Luciane se manifestou afirmando que, durante seu mandato como deputada, nunca soube de qualquer acordo de desvio, tendo tido conhecimento do assunto quando o mesmo foi noticiado pela imprensa. A adversária política de Riva, ainda lembra que sempre atuou como oposição ao ex-deputado. Na época, Luciane ainda era pré-candidata a prefeita de Juara e ressaltou que esta foi a forma que Riva encontrou para tentar desestabilizar o pleito no município, uma vez que o outro então pré-candidato era o irmão de José Riva, Priminho Riva.











(1) COMENTÁRIOS

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Gilstinho  21.04.17 14h47
É deste jeito. Os políticos que o povo é otário e subestima nossa inteligencia. Esta senhora aí da reportagem vivia descendo o pau na família Riva e agora ela própria vai ter que se explicar lá pra delegada fazendária. Aí eles cai numa lava jato e começa a dizer " Minhas conta foi aprovada pelo TRE, minhas conta foi aprovada pelo TCE, não sou culpado, não fui condenado, eu só sou investigado e não tenho culpa, é mentira do delator, é invenção dos adversário, é cunho politico, é cunho eleitoreiro ja que ano que vem tem eleições " Esta gentalha acha que o povo é bobo cheira cheira. Que venha 2018 pra nós votar ZERO ZERO e confirma botão verde trilimmm limmm limm limmm. Tomara que tenha uma lava jato só pra MT, aí quero ver gente legalista salvador da Pátria se esperneando.

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