09.01.2019 | 11h58


QUEDA DE BRAÇO

Agro rejeita projeto de taxação e pede prazo para fazer contraproposta

A proposta do Governo em unificar as duas versões do Fethab vai aumentar a arrecadação do Estado em aproximadamente R$ 500 milhões.



Lideranças do Fórum Agro MT reuniram-se na terça-feira (08) com o governador Mauro Mendes (DEM) e sua equipe econômica para conhecer a proposta de unificação das duas versões do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab e Fethab 2), que será encaminhada para a Assembleia Legislativa.

Os dados foram apresentados pelo secretário de Fazenda Rogério Gallo aos representantes das entidades que fazem parte do Fórum Agro MT: Famato, Aprosoja, Ampa, Acrimat, Acrismat e Aprosmat. Também participaram o vice-governador, Otaviano Pivetta, e o secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho.

No dia 31 de dezembro de 2018 o prazo de cobrança do Fethab 2 foi extinto. A contribuição incide sobre a comercialização de soja, algodão e gado somando uma arrecadação anual de aproximadamente R$ 500 milhões. Já o Fethab 1, incidente sobre a soja, algodão, gado, madeira e óleo diesel, está em vigor desde março de 2000 e gera cerca de R$ 900 milhões por ano.

As entidades que compõem o Fórum foram unânimes ao discordar da proposta apresentada e do curto prazo para que entre em tramitação na Assembleia. De acordo com os representantes do Executivo, o projeto deverá ser levado à Casa já na próxima quinta-feira.

No entanto, líderes das entidades afirmam que é necessário avaliar as informações com cautela, para então apresentarem uma contraposta ao Governo do Estado pelo menos até sexta-feira.

“Vamos avaliar a proposta sugerida e contribuir com números e argumentos, até porque a atividade agropecuária de Mato Grosso já é taxada e não há o retorno como deveria ocorrer. É preciso que haja uma discussão maior sobre o tema, sob pena de arcarmos com a criação de um imposto que será permanente e com apenas 35% previstos para investimento em infraestrutura, o que deveria ser a maior finalidade do Fethab”, afirmou o presidente do Sistema Famato e do Fórum Agro, Normando Corral.











(1) COMENTÁRIOS

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Fenix  09.01.19 14h38
PARA A POPULAÇAO O ESTADO CRIA IMPOSTOS, TAXAS SEM QUE A MESMA INQUIRA SOBRE O PESO DOS TRINUTOS SOBRE SEUS OMBROS. AGORA OS DO "AGRO" RESITE E AINDA QUER FAZER CONTRAPROPOSTA? CADE O PODER DESCRICIONÁRIO DO ESTADO, DA MESMA FORMA QUE O ENTE FAZ COM A MASSA CRIANDO TRIBUTOS QUE MASSARÇRAM OS MISERAVEIS SEM LHES DAR OPORTUNIDADE DE SE DEFENDER, DEVE SE AGIR COM OS DO "AGRO".

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