10.06.2019 | 08h38


JOÃO EDISOM

O fim do Estado

Os candidatos eleitos são legitimados como seus representantes

Este modelo de estado que vivemos esta acabando! Em função disso parece não existir mais governos ou homens públicos honestos e nem competentes, mas será que é isso mesmo? Por isso vou escrever uma série de artigos para provocar o debate e chamar atenção dos leitores

A “Paz de Westfália” (tratado elaborado a partir do fim da Guerra dos Trinta Anos, entre 1618 a 1648), que envolveu os estados mais poderosos da época na Europa Ocidental, formulou fronteiras e estabeleceu acordos que possibilitassem criar países no formato territorial que conhecemos hoje.

Entretanto, com o fim da Guerra dos Trinta Anos, os tratados firmados entre os países trouxeram uma nova concepção de direito internacional e o nascimento daquilo que ficaria conhecido como “Razão de Estado”, isto é, o pragmatismo e a eficiência burocrática do Estado Moderno. Novos Estados surgiram e outros, antes submissos, tornaram-se autônomos.
 
Outro importante marco é a Revolução Francesa (século XVIII), que marca o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. A vida dos trabalhadores, urbanos e rurais, melhorou significativamente. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a garantir seu domínio político e social e assim entramos na Era Contemporânea.
 
As bases de uma sociedade burguesa e capitalista foram estabelecidas durante a revolução. Os ideais políticos (principalmente iluministas) presentes na França antes da Revolução Francesa também influenciaram o processo de independência de alguns países da América Espanhola e o movimento de Inconfidência Mineira no Brasil.
 
A partir destas premissas muitos países adotaram como modelo o Estado Republicano com democracia representativa, que é uma forma de exercício do poder político em que o povo elege os seus representantes, através do voto direto ou indireto nas eleições. Os candidatos eleitos são legitimados como seus representantes.
 
Agora no século XXI, com os adventos da globalização (fim do território especifico e controlado) proporcionando comércio e migração em massa entre fronteiras, com o avanços dos direitos individuais levando ao “empoderamento” das minorias e a revolução tecnológica (perda da hegemonia e controle da comunicação pelos Estados e empresas) fizeram com que aquele o este modelo estatal secular que conhecemos chegasse ao fim.
 
Isso já ocorreu em vários momentos da história. Tantos impérios e modelos organizacionais de sociedade e Estado já ruíram para que outros surgissem. Por isso este é mais um momento ímpar da história. Portanto nós, os habitantes destas terras ocidentais, somos os senhores da própria mudança.
 
Assim como ocorreu com Moisés na travessia do deserto em busca da terra prometida (Êxodo 15,22-18,27), nós ajudaremos a construir um novo modelo de Estado (maior acirramento dos conflitos e guerras estão por vir). Mas o tempo não permitirá que nós o conheçamos, quanto mais vivenciar a nova era e o novo modelo de Estado que está por vir. Este é o preço de sermos os senhores da mudança!

 
JOÃO EDISOM é sociólogo e articulista político.

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