10.05.2019 | 10h18


SAÚDE E BEM ESTAR

Anvisa recolhe 200 lotes de medicamentos para hipertensão

A medida foi adotada depois que a entidade detectou impurezas no princípio ativo utilizado na fabricação de remédios como losartana e valsartana



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decretou o recolhimento de cerca de 200 lotes de medicamentos para hipertensão arterial (pressão alta) em todo o país. A medida foi adotada após detecção de impurezas no princípio ativo (sartanas) utilizado na fabricação de remédios como losartana e valsartana.

Segundo a entidade, essas impurezas foram classificadas como potenciais carcinogênicos para seres humanos, ou seja, a exposição em longo prazo eleva o risco de desenvolver câncer. A lista de medicamentos e lotes recolhidos pode ser encontrada no site da Anvisa. A agência ainda informou que o recolhimento atinge lotes específicos e é uma estratégia adotada em vários países para os mesmos produtos.

No Brasil, foram determinadas 14 suspensões de três insumos (losartana,valsartana e irbesartana) de dez fabricantes internacionais. Para aquelas que o recolhimento foi anunciado, também ficam suspensos a fabricação, importação, distribuição e uso dos insumos farmacêuticos ativos com suspeita de contaminação.

A Anvisa ainda estabeleceu a fiscalização de todas as empresas fabricantes de medicamentos contendo ‘sartanas’ disponíveis no mercado brasileiro. Até agora, foram verificadas 29 farmacêuticas e 111 medicamentos comercializados em 2018, com cerca de 200 lotes recolhidos. Entre as companhias com lotes suspensos estão a EMS e a Medley.

“É importante notar que essa é uma ação conjunta, que envolve esforços da Anvisa e de todos os fabricantes dos medicamentos, que estão ajudando a detectar quais são os lotes afetados pelo problema e voluntariamente recolhendo os produtos do mercado”, esclareceu Ronaldo Gomes, da área de Inspeção e Fiscalização Sanitária (GGFIS) da Anvisa, em nota

Risco de câncer

De acordo com a agência, esses medicamentos não oferecem risco imediato, já que apenas o consumo diário, na dose máxima, durante cinco anos seguidos têm potencial risco de causar câncer. Autoridades europeias calcularam que a probabilidade de desenvolver a doença é de 0,00017% – ou seja, um caso para cada 6.000 pessoas. 

A entidade ainda esclareceu que as medicações recolhidas são eficazes para tratar pressão alta, mas o uso delas deve ser suspendido tão logo se faça a troca por outro remédio de mesmo valor terapêutico. Além disso, a Anvisa destacou que existem diversas alternativas de medicamento para hipertensão arterial disponíveis no mercado que pertencem a mesma classe terapêutica e utiliza os mesmos princípios ativos e concentração dos lotes recolhidos.

Vale lembrar que o tratamento não deve ser interrompido sem orientação médica já que o paciente pode se expor a riscos de morte por acidente vascular cerebral (AVC), ataque cardíaco e insuficiência renal.











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Enquete

R$ 65 MILHÕES

Você é a favor ou contra o corte de Bolsonaro no orçamento da UFMT e IFMT?

Sim, só produzem baderna

Não, vai piorar o nível dos cursos

Sim, a maior parte do gasto é com altos salários de servidores

Não, deveria aumentar os investimentos

  • Parcial

INFORME PUBLICITÁRIO

TV REPÓRTER