11.05.2018 | 11h10


CINCO CASOS EM MT

Saúde confirma duas mortes por Influenza em Várzea Grande

Ambas as vítimas estavam internadas no Pronto-Socorro de Várzea Grande. A morte de um menino de sete anos, em Juína, também é investigada



A Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT), por meio da Vigilância Epidemiológica, confirmou mais duas mortes por influenza em Mato Grosso. A quarta e quinta morte por Influenza no Estado são referentes a pacientes que estavam internados no Pronto-Socorro de Várzea Grande. Ambos estavam internados em isolamento quando morreram com Síndrome Respiratória Aguda Grave, no final de abril. Os nomes das vítimas não foram divulgados.

A vigilância também está investigando a morte de um menino de sete anos que estava internado no Hospital Municipal de Juína.

O boletim epidemiológico também registrou novo aumento no número de notificações de casos suspeitos de 102 para 275, dos quais 61 foram confirmadas com vírus da Influenza. Os números foram atualizados na última quinta-feira (10). 

As demais mortes confirmadas pelo o vírus Influenza no Estado são refrentes à professora Camila Ramos de Souza, de 29 anos, em Sorriso, uma paciente,que estava internada no município de Tangará da Serra outra paciente que estava internada em Cuiabá.

Dos 61 casos confirmados, 1 teve Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza A não subtipado; 7 de influenza A H1N1; 5 de influenza A/ H3 Sazonal; 2 Influenza B; 40 SRAG não especificada; 1 de SRAG por outros agentes etiológicos; e 5 SRAG por outros vírus respiratórios.

Das 275 notificações, ocorreram 28 óbitos suspeitos, o que corresponde a 10,18% do total. 

Desses 28 óbitos suspeitos, 01 foi confirmado influenza A não subtipado; 2 nfluenza A H1N1; 1 por influenza A/H3 Sazonal; 1 por influenza B; 13  Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) não especificado; 1 ignorado e 9 estão sob investigação.

Vacina

A campanha começou dia 23 de abril e terminará no dia 1º de junho, com o dia D em 19 de maio.

A vacina contra gripe é segura e salva vidas. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à Influenza.

O ideal é realizar a imunização antes do início do inverno, que começa em junho, isso porque a vacina contra gripe não está na rotina do Calendário Nacional de Saúde, trata-se de uma vacina de campanha, ou seja, ocorre somente em um período específico, de maior circulação do vírus, que vai do final de maio até agosto. A vacina leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação.

Gripe influenza

É uma infecção viral aguda do trato respiratório, com elevada transmissibilidade, podendo ser contraída várias vezes ao longo da vida, ela pode se manifestar de forma mais ou menos grave. Existem vários tipos e subtipos do vírus Influenza. Contudo, apenas os vírus A e B causam doença com impacto significativo na saúde humana. A Influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente nos meses do outono e do inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no sul e sudeste do país. No Estado do Mato Grosso ocorre a circulação de vírus da Influenza Sazonal A H3 e B. Informou a Vigilância Epidemiológica estadual.

Diferença entre gripes

A gripe comum apresenta sintomas como febre, acompanhada de tosse ou dor de garganta e início dos sintomas nos últimos sete dias. É importante procurar o médico para o tratamento adequado.  

A síndrome respiratória aguda grave também provoca febre, acompanhada de tosse ou dor de garganta e dispneia (dificuldade para respirar). Também podem ser observados os seguintes sinais: saturação de O2 menor que 95% (nível de oxigênio no sangue) ou desconforto respiratório ou aumento da frequência respiratória. Esclareceu a Vigilância Epidemiológica.

Transmissão

A pessoa infectada pode transmitir o vírus no período compreendido entre dois dias antes do início dos sintomas até cinco dias após os mesmos. A transmissão mais comum é a direta (pessoa a pessoa), por meio de gotículas expelidas pelo indivíduo infectado ao falar, tossir e espirrar. Pode-se transmitir a doença pelo modo indireto, por meio do contato com as secreções do doente.

Sintomas

Febre (> 38°C) com duração em torno de três dias, cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor nos músculos), calafrios, prostração, tosse seca, dor de garganta, espirros e coriza, pele quente e úmida, olhos hiperemiados e lacrimejantes, garganta seca, rouquidão e sensação de queimor retroesternal ao tossir, aumento dos linfonodos cervicais, sintomas gastrintestinais (diarreia), astenia (fraqueza) e náuseas.

Prevenção

Lavagem das mãos com frequência, em especial ao retornar para casa, antes de preparar e ao consumir qualquer alimento, antes de qualquer serviço, depois de tossir ou espirrar, após usar o banheiro; lavar os brinquedos das crianças com mesmo quando não estiverem visivelmente sujos; restringir contato de familiares portadores de doenças crônicas e gestantes com o doente; utilização de máscara pelo doente; evitar aglomerações de pessoas e ambientes fechados, em especial na época de epidemia; evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies; evitar sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença; vacinação contra influenza para a prevenção da doença e suas consequências.

A lavagem das mãos deve ser feita com utilização de sabão, lavando inclusive os espaços entre os dedos e os pulsos, durante no mínimo uns 15 segundos, enxaguando e secando com toalha limpa.











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