15.01.2015 | 14h33


VEJA VÍDEO / CAOS NA SAÚDE

Médicos de Cuiabá param; Prefeitura vai à Justiça e paciente agride enfermeira em policlínica

Categoria diz que Prefeitura descumpriu vários pontos de acordo selado, sendo um deles o aumentando salarial, que não saiu


DA REDAÇÃO

Os médicos da rede municipal de Cuiabá estão não estão trabalhando nesta quinta-feira (15) desde as 7h da manhã. A pediatra Eliana Siqueira, presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (SINDIMED-MT), disse ao Repórter MT que a categoria decidiu cruzar os brações, exceto para urgências e emergências, porque a gestão de Mauro Mendes não respeitou o acordo selado entre as partes em fevereiro de 2014. O que seria uma falta de respeito com quem enfrenta tantas dificuldades na atuação profissional.

Entre os pontos que não foram cumpridos, conforme a médica sindicalista, a classe não teve reajuste salarial, não foi chamado concurso público para empossar mais 170 médicos. 

A Procuradoria-Geral de Cuiabá informou que ingressa ainda nesta quarta-feira com uma medida judicial para impedir a paralisação. Alega que “a decisão foi tomada pela prefeitura depois da recusa do Sindimed em manter o diálogo para a busca de um acordo com a Secretaria Municipal de Saúde acerca das reivindicações da categoria”.

No informe, a Prefeitura considera que o sindicato está sendo intransigente.

“O mesmo direito que eles têm de fazer a greve nós temos de buscar os meios legais para impedi-la. É nossa obrigação garantir que um serviço tão essencial à população, especialmente à parcela mais carente, seja interrompido por intransigência dos profissionais”, frisou o secretário de Saúde do município, Ary Soares Júnior.

Na medida judicial a prefeitura também tentará evitar as paralisações convocadas pelo sindicato para esta quinta-feira (15) e para os dias 21 e 26 de janeiro e 3 de fevereiro.

Agressão

Entre os pontos cobrados pelos médicos está a segurança. No dia primeiro de janeiro um médico e uma enfermeira apanharam de um paciente descontrolado dentro da Policlínica do Coxipó. O SINDMED também denuncia que o prefeito havia assegurado que faria mutirões de cirurgias e exames, para beneficiar pacientes à espera há muito tempo pelo devido tratamento.

Veja o vídeo da agressão












(1) COMENTÁRIOS

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LOESTER  15.01.15 15h10
É simples senhor procurador, cumpra com o acordo firmado pelo prefeito que a categoria volta a funcionar.

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