18.01.2015 | 17h50


QUEDAS DE AVIÃO

Acidentes caíram pela metade em Mato Grosso no ano passado

Foram registrados 18 sinistros em 2013 e nove em 2014, envolvendo principalmente aviões de pulverização agrícola


DA REDAÇÃO

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) divulgou estatística sobre acidentes envolvendo aeronaves de todo o Brasil, inclusive Mato Grosso, apontando que os sinistros, aqui no Estado, reduziram pela metade. Em 2013, foram 18 acidentes e este ano nove, sendo que dois deles fizeram vítimas fatais.

No Estado, o maior número de acidentes ocorrem com aviões usados na pulverização das lavouras com venenos agrícolas, nas regiões mais fortes no plantio de soja, como Lucas do Rio Verde, ou em região de difícil acesso, onde as pessoas são obrigadas a fretar voos, em caso de urgência, como problema de saúde, como em São José do Xingu.

Em um dos acidentes, registrado pela ANAC no dia 6 de abril de 2014, morreram quatro pessoas. O avião desapareceu na região de Aripuanã, extremo Norte de Mato Grosso. Estava a caminho de Guariba, um distrito de Colniza. Caiu em um local amazônico de difícil acesso. Conforme o relatório da ANAC, o que motivou o acidente foi uma “colisão em voo com obstáculo”. Morreram os servidores públicos Elias Borges Nogueira e

O último grande desastre em MT ocorreu em 2006 com a queda do Boeing da Gol, após ser atingido por um Legacy, da Embraer. O avião caiu na Serra do Cachimbo, matando 154 pessoas

Alexsandro Pereira da Silva, que eram funcionários da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema). Além deles estavam no avião o piloto Eliano Laurindo Souza e o empresário Dércio Torremocha, que também faleceram.

Em outro acidente registrado pela ANAC, o piloto, que era a única pessoa na nave, escapou com vida, mas ficou seriamente ferido. O avião caiu em uma região de fazendas, a cerca de 60 km de Primavera do Leste. Ele voltava do trabalho. Estava pulverizando lavouras. Conforme o Corpo de Bombeiros, foi socorrido, em uma caminhonete, até o pronto-socorro de Primavera, por três homens que viram o avião despencar, por “perda de controle em voo”.

Uma história incrível e triste é a da empresária rural Silvana Maria Varnier, de 49 anos. Ela e a filha dela estavam em um aeroporto particular em Tangará da Serra, dia 7 de setembro do ano passado, esperando o marido e o filho dela, que estavam chegando de uma viagem à Alemanha, quando ambas presenciaram a queda da aeronave. Silvana entrou no carro com a filha e seguiu em alta velocidade para o local do acidente.

Salvou o filho, Ernesto Sérgio Varnier, de 20 anos, e o piloto Reginaldo Souza Oliveira, de 31 anos, dos destroços do avião monomotor modelo Cessna. Mas o avião explodiu e matou o marido dela, Sérgio Evaristo Varnier, de 54 anos, que ficou preso às ferragens. Segundo Silvana, não foi possível salvar o marido porque um pedaço do motor da aeronave estava em cima da perna dele.

Entre os demais acidentes registrados nos últimos anos pela ANAC, um deles repercutiu internacionalmente. Há 8 anos, no dia 29 de setembro de 2006, um jato Legacy, pilotado por dois norte-americanos, se chocou com um Boeing da Gol, voo 1907,  que seguia de Brasília para Manaus, caindo na serra do Cachimbo, matando todas as 154 pessoas que estavam a bordo. Até hoje ainda não está concluso o processo criminal contra os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que seriam os culpados pela tragédia.  O Legacy-600 da Embraer foi comprado pela empresa norte-americana ExcelAire e os dois pilotos vieram ao país para buscar o avião. 

Os acidentes registrados pela ANAC reduziram também no Brasil. Em 2013, foram 159 e ano passado 139.  A ANAC informa que não constam nesta estatística os casos que envolveram atos ilícitos, aeronaves experimentais, operações policiais e aeronaves de matrícula estrangeira. 











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