19.02.2017 | 07h40


"BOLSA FAMÍLIA MT"

Secretário defende auxílio de R$ 100 a 35 mil famílias carentes; veja vídeo

O programa Pró-Família, criado recentemente pelo Governo do Estado, foi encaminhado para a votação na Assembleia Legisltiva


DA REDAÇÃO

Em entrevista ao site , o secretário de Estado de Trabalho e Assistência Social de Mato Grosso, Max Russi explicou sobre o programa Pró-Família, enviado para votação na Assembleia Legislativa, que após aprovado beneficiará 35 mil famílias, que têm renda familiar inferior a um terço do salário mínimo e que são considerados como condições de pobreza e de extrema pobreza.

“A família beneficiária vai receber um cartão habilitado para comprar alimentos, não podendo comprar álcool ou tabaco”, comenta o secretário.

Os beneficiados deverão receber um auxílio mensal na ordem de R$ 100,00 (cem reais) que deve ser utilizado principalmente em alimentação.

“A família beneficiária vai receber um cartão habilitado para comprar alimentos, não podendo comprar álcool ou tabaco”, comenta o secretário.

Para receber o valor, as famílias de todo o Estado terão que atender à uma série de condicionalidades, como, por exemplo, manter a frequência escolar dos filhos.

O secretário explica que a ideia é criar uma rede de proteção social que contará com a participação de assistentes sociais e agentes comunitários de saúde, diretamente envolvidos na execução e acompanhamento do programa.

“Não estamos simplesmente melhorando a renda das pessoas, mas sim lançando um programa com obrigações e deveres, e ainda com monitoramento de Comitês, formados pelas entidades de classe, igrejas para acompanhar e fiscalizar, propondo iniciativas".

 

“Para evitar fraudes, teremos um rigoroso monitoramento das equipes quanto às famílias atendidas”.

Além do auxílio mensal, o projeto vai capacitar os beneficiados para o mercado de trabalho. Segundo Max Russi, as capacitações nos municípios serão específicas para a demanda de cada região.

“Muitas vezes, os municípios recebem capacitações que não são aptidões para aquela região e acabam não trazendo resultado, gastando dinheiro público”, observa. 

Para o secretário, o principal diferencial do Pró-Família dos demais já existentes no Estado, como o Panela Cheia, desenvolvido na gestão passada, é que além da transferência de renda, o Governo estará envolvendo equipes de trabalho, acompanhamento criterioso, oferecendo qualificação profissional ao beneficiado, e exigindo compromissos quanto a educação.

“Não estamos simplesmente melhorando a renda das pessoas, mas sim lançando um programa com obrigações e deveres, e ainda com monitoramento de Comitês, formados pelas entidades de classe, igrejas para acompanhar e fiscalizar, propondo iniciativas. O programa prevê também o selo Empresa Solidária para quem priorizar a mão de obra qualificada no projeto”, pontua.

O Pró-Família será subsidiado, principalmente, pelo Fundo da Pobreza, com investimento de aproximadamente 50 milhões anuais.

“O programa tem previsão de um ano, mas para se ter uma ideia, se mantermos esse programa por 20 anos, nós não iremos gastar o que foi gasto no VLT e que não chegou a lugar algum ainda”. 

na entrevista o secretário também fala sobre o trabalho do programa Criança Feliz e comenta as ações de emergência destinadas aos moradores de Campo Novo do Parecis, que sofreram perdas causadas por enchente.

 

Confira a entrevista na íntegra:

 











(2) COMENTÁRIOS

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Luiz   20.02.17 21h35
Tira dos servidores e distribui para 35 mil famílias, pra poder reeleger nas costas dos trabalhadores. Vergonha, governo indecente.

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Sophia  19.02.17 09h07
É uma vergonha essa INDUSTRIA DA POBREZA, na verdade é COMPRA DE VOTOS. Pois o Programa CORRETO E DIGNO PARA ESSAS FAMÍLIAS, seria CAPACITÁ-LAS E INSERI-LAS no mercado de trabalho.

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Maria Regoina Silva  19.02.17 13h47
Excelente programa, pois também capacita os beneficiados.

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