12.08.2018 | 11h00


TRANSTORNOS MENTAIS

Doente não é criminoso, mesmo que tenha cometido delito; veja vídeo


DA REDAÇÃO

Cerca de 200 pessoas com transtornos mentais estão inseridas no sistema penitenciário em Mato Grosso. No entanto, esse número pode ser maior pela falta de diagnóstico. Em entrevista ao , Hozano Delgado, diretor de saúde do sistema penitenciário do Estado, comentou sobre a exclusão e a invisibilidade que assolam os doentes mentais, especialmente quando estes cometem crimes.

"A pessoa não é uma criminosa, embora tenha cometido delito. Ela requer cuidado de saúde e naquele momento ela estava em uma situação de descuido, talvez pela descontinuidade do medicamento. Por isso a importância do acompanhamento do serviço de saúde, da famíla. Assim, ele não entra em crise de uma hora para outra", pontua. 

Na entrevista, ele comentou que o doente mental sempre foi estigmatizado, citando os antigos formatos de manicômios judiciais, que se caracterizavam como depósitos de pessoas esquecidas, sem dignidade, sem tratamento e resgate familiar. "Com a Lei Antimanicomial, esses lugares passam a não existir mais, o país vem nessa restruturação, nesse redirecionamento da saúde mental, ampliando possibilidades como CAPS".  

Pesquisadores apontam que é preciso uma ação multidisciplinar entre justiça, saúde, assistência social, direitos humanos para alcançar esse indíviduo precocemente, já que diagnóstico e tratamento corretos poderiam evitar surtos e atos de violência. A multidisciplinariedade é um dos temas norteadores do seminário sobre saúde mental no Sistema Penitenciário de Mato Grosso, que ocorre nos dias 28 e 29 de junho, realizado pela Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ), no auditório do TJ, em Cuiabá. 

Confira a entrevista na íntegra:

 











(2) COMENTÁRIOS

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Paulo Crente  16.08.18 14h10
Vamos ver um "doente" violentar sua mãe ou filha tu continuar com esse papinho de ME...

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Kauana Lopes  27.06.18 21h45
A doença mental precisa ser melhor acompanhada e diagnosticada, muito sério o assunto e requer mais atenção. Quantos doentes cometem crimes bárbaros, como maníacos, e se tivesse tratamento, poderiam ser evitados

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