08.04.2016 | 11h40


BATATA QUENTE

Estudo mostra que VLT é inviável e fica a dúvida sobre término

Governo diz que vai tocar a obra mas também vai chamar a sociedade para opinar.



A equipe estratégica do Governo do Estado apresentou nesta quinta-feira (7) o resultado de estudos feitos sobre a viabilidade do VLT. Ficou claro, a partir deste diagnóstico, que essa obra nunca deveria ter sido iniciada. O secretário de Cidades, Eduardo Chileto, disse, mediante tantos absurdos cometidos na execução desse empreendimento bilionário, que os "pessimistas estavam certos", se referindo ao grupo do governador Pedro Taques (PSDB) que questionava a forma como a cidade estava sendo preparada para o mundial. Segundo Chileto, quando Taques era senador já fazia questionamentos sobre o que estava acontecendo. O controlador-geral do Estado, Ciro Rodolpho, afirma que, quando Taques tomou posse, os responsáveis por dar continuidade às obras da Copa, a "olho nu", sem ser engenheiros, podiam ver os desastres. O Governo diz que vai tocar a obra, mas também vai chamar audiências públicas, para que a sociedade de Cuiabá e Mato Grosso diga se quer pagar o preço. Agora está aí, essa batata quente. Ninguém sabe no que vai dar esse VLT que já consumiu R$ 1 bilhão em dinheiro público.

 











(1) COMENTÁRIOS

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Farid Melo  09.04.16 08h04
A modalidade de "ferrovia" na qual se insere o desastroso VLT de Cuiabá, requer muito mais do que aquilo que aí está. Vagões, trilhos e alguns pedaços de rede elétrica. Na parte rodante, sobre-trilhos; não vimos a aquisição de guindastes automotores que possam prestar socorro no caso de descarrilhamento de uma composição, ou seja, recolocar os vagões nos trilhos ou mesmo sobre um vagão-prancha para ser conduzido para a oficina. Observem que uma ocorrência dessas, na avenida da FEB seria catastrófica pelo espaço existente nas laterais. Esse é um simples exemplo. São necessárias edificações para servir de garagens, oficinas, setores administrativos, treinamentos e etc.... Aquisição de guindastes automotores (sistema próprio de motorização caso falte energia), veículos de inspeção do leito ferroviário ( conhecidos como auto-de-linha), veículos de socorro à vítimas de acidente, veículos de manutenção e por aí vai. E as indenizações ? Apenas uma pergunta : Será que a empresa contratada para fazer o estudo de viabilização para continuidade das obras do modal, avaliou todas essas questões ? Caso aconteça a continuidade das obras do VLT, numa opinião pessoal só me resta dizer: Meus pêsames, Governador...Fim de mandato. Farid Melo

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