19.01.2011 | 09h15


Uso de cheques cai 18% em MT no ano de 2010

DA REDAÇÃO    09h11

Correntistas mato-grossenses emitiram 12,419 milhões de cheques no mercado local em 2010. O volume representa uma queda de 18% sobre o que foi registrado no ano anterior, quando foram usados 15,148 milhões de documentos. A redução desse tipo de pagamento foi observada mês a mês.

Somente em dezembro o número de cheques utilizados no Estado diminuiu de 1,203 milhão em 2009 para 1,067 milhão em 2010, uma diferença de 11%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (18) pela Serasa Experian.

Analisando os números, o vice-presidente da Federação do Comércio de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Hermes Martins, explica que o uso do cheque deixa o lojista mais vulnerável financeiramente. Conforme ele, ocorre mais insegurança na utilização desta forma de pagamento na comparação com o cartão, por exemplo. Além disso, ele acrescenta que o consumidor também tem evitado o uso do cheque com o objetivo principal de inibir a restrição do nome ao crédito.

"Se o consumidor, por algum problema, não consegue pagar o cheque lançado no mercado, o nome fica restrito. Com o cartão, ainda é possível evitar essa situação".

A rejeição ao cheque já virou um círculo vicioso. Enquanto algumas lojas não aceitam mais o documento como forma de pagamento, o consumidor ainda usuário do chegue se sente inibido em apresentá-lo quando vai pagar a conta. A funcionária pública Maria Vasconcelos afirma que as compras com cheques são raras.

"Na maioria das lojas o documento não é mais aceito. Dessa forma, meio que obrigada, tenho que fazer a compra com o cartão". Obrigação ou não, a professora Ligiane Mendes diz que a troca do cheque pelo cartão facilitou o controle das finanças.

"Melhor que andar com o dinheiro na mão é usar o cartão como forma de pagamento". Nos estabelecimentos comerciais de Cuiabá, a repulsa ao cheque é quase predominante. A gerente de uma loja de roupas, Simone Rodrigues, explica que as operações com cheques são sempre mais complicadas e custosas. Conforme ela, o risco de inadimplência é maior. "Já trabalhei em lojas que aceitavam cheque e sempre enfrentamos problemas por isso". Na ótica em que trabalha a consultora de vendas Patrícia Silva a aceitação do documento é baixa.

"Somente quando o cliente é conhecido e passa por uma consulta no nome. Ainda assim evitamos receber pagamento em cheque". Ela explica que esse procedimento não interfere no desempenho das vendas. "Os consumidores têm preferido trabalhar com os cartões ou mesmo com o dinheiro".

Sem fundos - Assim como a emissão de cheques diminuiu quase 20% no mercado mato-grossense, a quantidade do documento devolvido também apresentou redução, de 27%. O levantamento da Serasa, mostra que a quantidade de cheques devolvidos caiu de 620 mil para 452,2 mil entre 2010 e 2009. Considerando somente o mês de dezembro, o número de cheques sem fundos diminuiu de 44,1 mil para 39 mil em Mato Grosso.

 











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