12.07.2020 | 07h55


VARIEDADES / BEM ESTAR

Tremor nos olhos é sinal comum de estresse: como controlar?

ngerir bastante água e diminuir o consumo de cafeína são algumas das medidas de controle das contrações nas pálpebras



Você já notou um de seus olhos tremendo involuntariamente? Uma das principais causas disso pode ser o estresse. Quando a ansiedade e o nervosismo com o dia a dia crescem, consequentemente, nosso corpo passa a apresentar sinais de que algo não está bem. O tremor involuntário das pálpebras, neste contexto, é um sintoma que deve ser analisado.

Tremor nos olhos e estresse

Quando ocorre a contração involuntária, rápida e espontânea de um ou mais músculos do corpo, damos a ela o nome de mioquimia. Casos comuns são as mioquimias palpebrais - ou os tremores nas pálpebras, que costumam ser benignos e agem como se fossem pequenas contrações indolores na região.

Segundo o oftalmologista André Borba, especialista em oculoplástica pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a mioquimia é um dos problemas que pode acontecer com qualquer pessoa que esteja com alto nível de ansiedade, fadiga, excesso de trabalho e poucas horas de sono revigorante.

Como controlar o tremor nas pálpebras

Na maioria dos casos, os sintomas são desencadeados pelo estresse. Porém, a condição também pode aparecer pelo excesso de cafeína no organismo, aumento do consumo de bebidas alcoólicas e prática de exercícios físicos pesados. "Geralmente, a mioquimia se resolve sozinha com a diminuição do estresse e fadiga do momento", diz o especialista.

 

Por isso, a maioria dos casos não exige um tratamento específico e apenas uma compressa com água morna auxilia na melhora da tensão muscular do local. Aumentar a ingestão de água, diminuir o consumo excessivo de cafeína e álcool, descansar e meditar também são medidas efetivas.

Mioquimia e blefaroespasmo

É comum a mioquimia ser confundida com blefaroespasmo, contração automática das pálpebras, que atinge geralmente homens e mulheres a partir dos 60 anos e que não tem cura.

"Normalmente, a doença começa de forma discreta e, aos poucos, vai se intensificando. A pessoa pisca sem parar a ponto de não enxergar direito. Nos casos avançados, o blefaroespasmo ainda pode prejudicar totalmente a visão, atrapalhando o dia a dia e a execução de atividades simples, como cozinhar, dirigir e ler", alerta André.

Quando o tremor prevalece por muitos dias, a ponto de incomodar a rotina diária, é necessário procurar um especialista. "A aplicação de toxina botulínica em pontos específicos pode ser utilizada para imobilizar os músculos, diminuindo as contrações indesejadas e melhorando a qualidade de vida do paciente", acrescenta.











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