20.01.2011 | 08h05


Reunião com clientes termina sem acordo

DA REDAÇÃO 23h04

Terminou sem acordo a reunião entre os diretores das Construtoras Goldfarb e Ginco e os compradores dos residenciais San Marino, Mônaco e Montenegro, realizada no final da tarde desta quarta-feira (19), em Cuiabá. As construtoras admitiram que foram vendidos três loteamentos fechados e que, para ser feita a alteração para condomínio fechado, os moradores terão que se unir e solicitar na prefeitura a alteração.

Além disso, o Vice Presidente da Goldfarb, Paulo Petrin, confessou que houve um problema com informações erradas feitas por funcionários das empresas corretoras. "Não queremos ninguém insatisfeito, mas infelizmente houve um problema e podemos juntos achar uma meio para resolver", afirmou o vice-presidente.

Segundo o sócio-diretor da Ginco, Julio Cesar de Almeida, os três loteamentos serão entregues fechados, com a área de lazer privada de uso apenas dos proprietários. "Durante três anos foi discutido com a prefeitura o planejamento urbano dos três loteamentos, e só foi aprovado em 2008, que o espaço seria uma concessão de vias públicas cedido pela prefeitura, mas os loteamentos serão fechados. Os três serão individuais, cada um com a sua portaria e com os regimes internos sendo feitos igual um condomínio", afirmou o sócio-diretor da Ginco.

Insatisfeitos

Para o comprador Daniel Bueno, não foi satisfatória a reunião. "Foi pior para eles esta reunião. Porque ouvimos deles que está errado, e que será mesmo um loteamento. Além do mais, nós temos que nos reunir e brigar na prefeitura para que vire um condomínio fechado. É uma palhaçada isso, eu comprei, como um condomínio fechado e quero receber das construtoras um condomínio fechado", disse o comprador indignado.

Para a compradora, Carla Silva, a insatisfação com as construtoras foi ainda maior. "Descobri que vai ter portaria, interfone e taxas de condomínio, tudo bem. Só que no papel na valorização do meu imóvel está como um loteamento concedido pela prefeitura, e ai? Concedido até quando? E outra, uma casa vendida desta maneira não valeria nem R$ 60 mil reais, olha o prejuízo que iremos tomar por propaganda mentirosa", afirmou a compradora.

"Não compramos um conceito de condomínio, uma área de lazer cedida pela prefeitura, compramos condomínios. Cada espaço aqui dentro, a rua, o poste, estamos pagando para as duas construtoras. Se eles continuarem dizendo que quem terá que resolver isso são os compradores, eu vou brigar na justiça, mas vou receber do jeito que comprei e estou pagando", disse a compradora Maria do Carmo.

Defesa

Em entrevista ao site ReporterMT, o advogado da associação de compradores, Dorius Canavaros Palma, afirmou que os clientes não ficarão satisfeitos se as casas forem entregues desta maneira, e vão tentar mais uma vez resolver o problema de uma forma amigável.

"Vamos montar um grupo de 10 pessoas, e essas pessoas terão acesso aos diretores das construtoras e, com o pedido deles, iremos tentar resolver este problema. Se não der certo, vamos brigar na justiça pelos direitos dos compradores", disse o advogado.











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