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23.02.2012 | 08h23


VARIEDADES / "EX-ESCRAVOS"

Projeto de resgate da Arena Pantanal ganha destaque intenacional

Pessoas que trabalhavam em condições degradantes hoje têm carteira assinada na obra da arena



A contratação de resgatados de trabalho degradante para atuar nas obras da Arena Pantanal, em Cuiabá (MT), ganhou alcance mundial nesta terça-feira (21.02) por meio da Reuters e Associated Press. As reportagens feitas por essas duas agências de notícias correram o mundo em vários idiomas, sendo reproduzidas por veículos de comunicação de todo o planeta. 


Assinada por Brian Winter, a matéria da Reuters (Antigos "escravos" constroem estádio da Copa em Cuiabá) destacou os relatos desses trabalhadores que erguem o palco dos jogos da Copa de 2014 e, ao mesmo tempo, reconstroem suas próprias vidas. A reportagem de Tales Azzoni (Labor slaves, prisoners helping build WCup venues), da Associated Press, repercutiu a contratação de egressos do sistema prisional nas obras da Copa do Mundo no Brasil e também detalhou o projeto que resgatou “ex-escravos” na Arena Pantanal.             

Desde maio de 2011, a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), o Consórcio Santa Bárbara/Mendes Júnior e o Ministério do Trabalho e Emprego desenvolvem o projeto Ação Integrada pela Qualificação e Inserção Social dos Egressos de Trabalho Escravo, que proporciona a inclusão social de pessoas que eram submetidas a condições análogas à escravidão. 

Atualmente, o projeto atende 24 trabalhadores, que, além do emprego com Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) assinada, recebem alimentação, alojamento, curso de alfabetização e qualificação profissional.


CERTIFICADO


Uma turma de 22 trabalhadores da Arena Pantanal que foram resgatados de trabalho degradante comemorou na semana passada a entrega do certificado do curso de pedreiro, com duração de dois meses. Em dezembro, eles também encerraram o curso de alfabetização, que possibilitou para alguns o primeiro contato com a escrita e a leitura.

No tocante à qualificação, o projeto conta com a parceria do Serviço Social da Indústria (Sesi-MT) e do Serviço Nacional de Aprendizagem de Industrial (Senai-MT).











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