11.07.2020 | 07h55


VARIEDADES / MUNDO

Polícia descobre contêiner transformado em câmara de tortura com cadeira de dentista

A câmara de tortura, à prova de som, era composta por cadeira de dentista, algemas presas no chão e no teto e várias ferramentas que seriam usadas para torturar inimigos



A polícia divulgou nesta semana ter descoberto no fim de junho um complexo com sete contêineres transformados em prisões e câmara de tortura em um depósito abandonado em Wouwse Plantage (Holanda), perto da fronteira com a Bélgica. O local, disse a polícia holandesa, foi descoberto graças à vigilância da Encrochat, uma rede na internet ligada ao submundo do crime.

A câmara de tortura, à prova de som, era composta por cadeira de dentista, algemas presas no chão e no teto e várias ferramentas que seriam usadas para torturar inimigos.

Outros seis contêineres foram transformados em prisões.

"Os suspeitos chamavam o sétimo contêiner de sala de tratamento, que era claramente preparado para torturar pessoas", disse a polícia em nota oficial, de acordo com o "Daily Mirror".

Todos os contêineres eram monitorados internamente por sistema de vídeo.

Seis pessoas foram presas. O complexo de contêineres tem ligação com o crime organizado que atua em vários países da Europa, disse a polícia.

Agentes chegaram ao local seguindo informações de investigadores franceses que investigavam um homem de 40 anos, de Haia (Holanda), envolvido com tráfico de drogas. No Encrochat ele trocou fotos da câmara de tortura com outros suspeitos.

No depósito foram apreendidos 24 quilos de metanfetamina (MDMA)

A Encrochat foi derrubada. A rede, baseada na França e utilizada por criminosos de diversos países, tinha cerca de 60 mil usuários. Era usada para planejar ataques contra rivais, cobrança de dívida de drogas e lavagem de dinheiro.

O sistema operava via telefones Android customizados. Mensagens enviadas tinham um dispositivo de autodestruição.











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