14.01.2020 | 14h04


MI STORE

Loja não autorizada da Xiaomi no Brasil some da web e clientes ficam sem produtos

Disparam as queixas de consumidores na plataforma do Reclame Aqui. São quase 200 contestações contra a loja não autorizada desde a Black Friday.



Dezenas de consumidores estão sem saber o que fazer após o sumiço de uma loja online que oferecia celulares da Xiaomi. A página não autorizada Mi Store Brasil (mistorebrasil.com) – sem qualquer vínculo oficial com a gigante chinesa – desapareceu da internet brasileira sem deixar rastro. Até agora, a reportagem não conseguiu localizar a empresa responsável pelo comércio virtual. Consumidores estão com a mesma dificuldade.

Um levantamento feito pelo Reclame Aqui com exclusividade para o TechTudo revela que em todo o mês de dezembro foram cadastradas 97 queixas contra a página. Mais 64 reclamações foram feitas somente nos primeiros dias de janeiro, segundo balanço concluído na tarde de ontem (13).

Faz pelo menos um mês que compradores da loja Mi Store Brasil reclamam de aquisições feitas ainda durante a época da Black Friday. Foram equipamentos comprados pela internet e que não chegaram às casas destas pessoas. Também se queixam de não conseguirem acessar o perfil no site da Mi Store Brasil, de não terem a possibilidade de rastrear o pedido e de não terem retorno ao entrar em contato com os responsáveis pela loja.

O CNPJ vinculado à Mi Store Brasil em 2019 foi encerrado em 12 de janeiro. A documentação na Receita Federal menciona liquidação voluntária, ou seja, sem débitos. No entanto, continua ativo outro CNPJ estampado pela loja ao longo de 2018.

A situação volta a escancarar as dificuldades enfrentadas por uma marca de smartphones que conquistou o consumidor pela proposta de telefones com ficha técnica interessante aliada a preço baixo. Também por isso, tornou-se o principal alvo de contrabando de celulares no país.

Parceira da Xiaomi no país, a empresa DL confirmou ao TechTudo que está ciente do caso e ressaltou que “não tem qualquer envolvimento com a operação e a loja em questão”. Ela recomendou que as compras online sejam feitas nos canais oficiais. São eles: o e-commerce mi.com, Americanas.com, Submarino, Shoptime, Magazine Luiza, Via Varejo, Carrefour e Ricardo Eletro. Uma ausência notável é o marketplace da Amazon.











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