08.10.2019 | 10h21


ATOR DE 'CORINGA'

Dieta que fez Joaquin Phoenix perder 23 kg o afetou psicologicamente

Ator de 'Coringa' conta como a severa perda de peso mexeu com sua saúde mental e expôs a gravidade dos transtornos alimentares



Para viver o vilão Coringa nos cinemas, o ator Joaquin Phoenix, de 44 anos, precisou emagreceu 23 kg. Na época que antecedeu o início das gravações, muita gente chegou a especular a dieta do ator e surgiram boatos de que ele estaria comendo apenas uma maçã por dia. O que foi desmentido rapidamente pelo artista.

Phoenix, que ficou durante quatro meses seguindo uma alimentação restrita, afirmou que comia, entre outras coisas, verduras, legumes e peixe. Tudo com a supervisão de um médico. Porém, o ator relatou em diversas entrevistas que acredita que a severa perda de peso tenha prejudicado sua saúde psicológica.

Ele conta ter desenvolvido um distúrbio, que o tornou obsessivo por comida, fazendo com que ele evitasse eventos sociais e interações e deixando-o fatigado demais para realizar tarefas simples, como subir escadas.

Por razões de segurança e para não incentivar outras pessoas a seguirem a mesma dieta, o ator não compartilhou o método exato que usou para emagrecer.

Perder peso tão rapidamente quase sempre é prejudicial

Os sentimentos relatados de Phoenix, como fadiga, isolamento social e obsessão por comida e peso são sintomas típicos de transtornos alimentares. Qualquer pessoa com sintomas semelhantes deve procurar ajuda imediatamente antes que o problema se torne crônico.

Atitudes como se pesar frequentemente ou ter uma resposta emocional forte ao que está vendo no espelho podem ser sinais de alerta.

De acordo com a nutricionista Marcela Kotait, especialista em Transtorno Alimentar, do Ambulatório de Anorexia Nervosa do AMBULIM do Hospital das Clínicas de São Paulo e colunista da Catraca Livre, os distúrbios alimentares são bem democráticos. “Homens e mulheres, meninos e meninas, ricos e pobres, gordos e magros. Todos, sem exceção, podem estar sujeitos a eles”, explica.

Ela também afirma que a doença não é questão de escolha. “Assim como outras doenças psiquiátricas, como a depressão e o transtorno de ansiedade, por exemplo, os transtornos alimentares não dependem da simples escolha daqueles que os possuem. É preciso recorrer a um tratamento especializado”, completa.











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