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16.03.2011 | 08h47


VARIEDADES

Depois de forte queda, Bolsa de Tóquio fecha em alta

AGÊNCIA DO ESTADO                                      07h45


A Bolsa de Tóquio reverteu nesta quarta-feira parte das perdas de ontem, com a caça às pechinchas por fundos de hedge e outros fundos, a despeito das preocupações sobre a ainda instável situação nuclear do Japão. O índice Nikkei 225 subiu 5,7%, e fechou aos 9.093,72 pontos.

A grande interrogação que pairou sobre o pregão foi quanto tempo levará para o Nikkei se recuperar das profundas perdas sofridas no começo da semana - só ontem, o índice afundou 10,6% -, uma vez que os investidores continuam com as atenções voltadas para a emergência nuclear numa importante instalação no nordeste do país.

"Enquanto os problemas na usina não forem resolvidos, os esforços de reconstrução não poderão começar", disse Toshikazu Horiuchi, estrategista da Cosmo Securities. "Só depois disso poderemos avaliar o impacto sobre os balanços."

As recompras de ações por parte dos fundos de hedge encorajaram outros "players" da Bolsa, disseram observadores. A presença de investidores estrangeiros também foi notada no pregão.

Crise nuclear

As autoridades continuaram a dar declarações tranquilizadoras. Sublinhando a seriedade do momento, pela primeira vez o imperador do Japão fez um pronunciamento pela TV em período de crise. "Estou preocupado com a situação da usina nuclear, cujo futuro parece incerto", disse o imperador Akihito.

A situação na problemática usina de Fukushima Daiichi continuou instável. Um novo incêndio apareceu pela manhã no reator 4 da instalação da Tokyo Electric Power Co. (Tepco), de onde uma fumaça foi vista mais tarde. Funcionários da empresa afirmaram que a fumaça poderia vir do superaquecimento do tanque de combustível do reator 3, mas os altos níveis de radiação não permitiam checar essa possibilidade.

Na Bolsa, alguns investidores começaram a vender ações antes da entrevista coletiva que o governo concederia na hora do almoço, conforme observou o presidente da Investrust, Hiroyuki Fukunaga. "Eles tinham recomprado as ações porque não havia sido divulgada nenhuma piora da situação", disse Fukunaga.

Na entrevista, o secretário do Gabinete de Governo, Yukio Edano, disse que, apesar da fumaça em um dos reatores da usina, a radiação já estava diminuindo e que não havia necessidade de expandir a área de evacuação. As informações são da Dow Jones.

 











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