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03.01.2011 | 12h47


VARIEDADES

Comer fora de casa está 11% mais caro

AGÊNCIA ESTADO

Comer na rua está em média 11% mais caro na capital. De acordo com dados do Índice do Custo de Vida medido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (ICV/ Dieese), os lanches lideram a alta da inflação fora de casa. Para comer um misto quente, por exemplo, o consumidor vai pagar até 13% a mais do que pagava há um ano.

Já o consumo "Os preços dos alimentos consumidos fora do domicílio subiram em torno de 11% no acumulado de janeiro a novembro de 2010, ante uma inflação abaixo de 6%", afirma Cornélia Albuquerque, coordenadora da pesquisa do ICV. "O aumento foi bem salgado para o consumidor", diz.

Os motivos que levaram ao aumento, segundo Cornélia, são mão de obra mais cara e alta demanda. "O salário mínimo subiu no começo do ano (de R$ 465 para R$ 510), o que deixou a mão de obra mais cara. Além disso, com o aumento do poder aquisitivo do brasileiro, a demanda cresce e os produtos ficam mais caros", diz.

Os vilões, em relação ao preço dos lanches, que representa a maior alta dos alimentos que entram no Índice, o presidente do Sindicato dos Panificadores, Antero Pereira, destaca: "o pão representou muito pouco nesse aumento". Os grandes vilões foram a carne e os laticínios. "A carne teve um aumento substancial em 2010.

O mesmo aconteceu com os derivados de lácteos, que tiveram aumento de 40% nos últimos 12 meses. É natural repassar esse aumento para o lanche", explica. E como a carne é a matéria prima principal do cheeseburger, que também leva queijo e trigo, na fabricação do pão, nada mais natural que este seja um dos produtos que mais encareceu.

"A carne passa por um período de entressafra e está sendo muito exportada para outros países, o que faz com que fique mais cara dentro do País", analisa o professor de economia e administração das Faculdades Integradas Rio Branco, Carlos Eduardo Stempniewsky. O período de seca na região nordeste do País também contribuiu para que as carnes e derivados de laticínios ficassem mais caros. "O nordeste está sem chuvas há mais de 90 dias. O gado sofre muito com isso. Desta forma, a produção das vacas leiteiras e gados reprodutores diminui consideravelmente", acrescenta Stempnilwski.

O trigo também representa um problema sério no mundo inteiro, segundo o economista. "A Rússia, grande exportadora do grão, teve quebra de safra recentemente. A Argentina, outra grande produtora, teve um problema de política agrária ao longo deste ano, o que reduziu brutalmente sua produção de grãos." Tudo isso fez com que o quilo da farinha, matéria prima para pães e massas, subisse em torno de 30% desde o começo do ano, segundo Stempniewsky.

A previsão para os próximos anos não indica uma diminuição da inflação. "A tendência é que o preço continue subindo, pois as pessoas estão consumindo mais. Além disso, a Europa e Estados Unidos, importantes exportadores, estão entrando em um período pesado de inverno, o que prejudica a produção", finaliza.

 











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