16.07.2020 | 08h54


VARIEDADES / SAÚDE PÚBLICA

Com acordo, Brasil terá acesso mais rápido à vacina contra a Covid-19

Segundo informações da OMS, há 163 vacinas sendo testadas contra o coronavírus, sendo que 23 delas estão na fase clínica, que é o teste em humanos.



O Brasil apresentou uma manifestação oficial de interesse em participar do programa de financiamento chamado COVAX Facility, um mecanismo projetado para garantir acesso rápido e equitativo global às vacinas contra o novo coronavírus, informou ontem a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além do governo brasileiro, 74 países submeteram um pedido para acelerar o acesso ao imunizador contra a Covid-19. No entanto, a OMS destacou que todos terão que custear as doses com seus próprios orçamentos de finanças públicas.

Ainda de acordo com o comunicado emitido pela OMS, outros 90 países de baixa renda poderão ser apoiados por meio de doações voluntárias ao Compromisso de Mercado Avançado (AMC) da Gavi. Juntos, esses governos representam mais de 60% da população mundial.

— O COVAX é a única solução verdadeiramente global para a pandemia da Covid-19. Mesmo para os países que conseguem garantir seus próprios acordos com os fabricantes de vacinas, esse mecanismo representa, por meio de seu portfólio de líder mundial de candidatos a vacinas, um meio de se reduzir os riscos associados a candidatos individuais que não demonstrem eficácia — afirmou Seth Berkley, presidente da Gavi, a Aliança para Vacinas.

O EXTRA procurou o Ministério da Saúde e o Itamaraty para obter mais detalhes sobre o acordo, mas, até o fechamento desta edição. não obteve uma resposta.

A corrida em busca de um imunizante da doença tem acontecido em todo o planeta. Segundo informações da OMS, há 163 vacinas sendo testadas contra o coronavírus, sendo que 23 delas estão na fase clínica, que é o teste em humanos. Os números divulgados são do balanço da organização com dados até 14 de julho.

Uma das principais preocupações dos pesquisadores que buscam uma vacina é que nunca exista algo capaz de imunizar contra o coronavírus. Como exemplo, os cientistas citam o HIV, vírus que causa a Aids e que já é conhecido há 30 anos. Nenhum medicamento até hoje se mostrou capaz de imunizar ou eliminar o vírus.











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