15.06.2019 | 07h55


AVANÇO CIENTÍFICO

Cientistas descobrem como transformar sangue A em doador universal

Usando uma bactéria que vive no intestino, pesquisadores canadenses conseguiram retirar os açúcares que formam os antígenos sanguíneos



Um dos pontos mais complicados do transplante sanguíneo é que não basta haver apenas um doador disposto a dar um pouco do seu sangue: o líquido deve ser compatível, em tipo sanguíneo e em fator Rh. Nos Estados Unidos, uma pesquisa afirma que, em um dia, 16.500 litros de sangue doado são utilizados para cirurgias e transfusões de rotina.

Um grupo de pesquisadores da University of British Columbia, em Vancouver, Canadá, liderado pelo biólogo químico Stephen Withers, descobriu uma forma de driblar o problema da compatibilidade. Usando uma bactéria encontrada no intestino humano, os cientistas conseguiram transformar uma amostra de sangue A em doador universal, como é conhecido o tipo O.

Com a Flavonifractor plautii, Withers conseguiu remover os antígenos que definiam o fator A. Em uma publicação feita na renomada revista Nature Microbiology, o time explica que a bactéria possui uma enzima que consome combinações de açúcar e proteínas chamadas mucinas, que, por serem muito semelhantes ao açúcar que define o tipo sanguíneo, acabaram transformando o sangue A em O.

O estudo é inicial – ainda é preciso descobrir se a bactéria consumiu mais alguma parte do sangue ou pode trazer problemas no futuro. Mas, se der certo, a descoberta pode transformar a maneira como são feitos tais transplantes. O sangue A é o mais comum do mundo e, se puder ser usado com mais frequência, facilitará todo o processo.











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