10.09.2019 | 17h08


'AJUDE'

Caixa de doação critica procurador que chamou salário de R$ 24 mil de 'miserê'

Procurador Leonardo Azeredo dos Santos reclamou sobre possibilidade de não ter reajuste salarial em 2020 durante reunião no Ministério Público de Minas Gerais; o estado vive uma crise fiscal e estuda se aceita um acordo de recuperação fiscal do governo f



“Ajude o procurador do MPMG sair do miserê”, diz um cartaz colado a uma caixa de papelão que indica um local para doação na Pampulha, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (9).

A crítica se refere ao áudio do procurador do Ministério Público de Minas Gerais Leonardo Azeredo do Santos, que chamou o salário de R$ 24 mil de “miserê”. O caso viralizou na internet. De acordo com o Portal da Transparência, Leonardo recebeu, em junho, um total de R$ 78.617,66, que somou o salário, verbas indenizatórias e outras verbas retroativas/temporárias.

O autor do protesto é o advogado Mariel Marra, o mesmo que fez o pedido de cassação de mandato do vereador Wellington Magalhães.

Declaração

A declaração de Leonardo Azeredo dos Santos foi gravada durante a 5ª reunião extraordinária do colegiado do MPMG, que discutia o Orçamento de 2020.

Neste momento, o procurador-geral de Justiça, Antônio Sérgio Tonet, informava que, caso o estado assine o acordo de recuperação fiscal com o governo federal, não haverá qualquer reajuste salarial, mesmo que haja aumento dos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o procurador, ele já estaria baixando o padrão de vida por causa do salário.

“Estou deixando de gastar R$ 20 mil de cartão de crédito e estou gastando R$ 8 mil. Pra poder viver com os R$ 24 mil. Eu e vários outros já estamos vivendo à base de comprimido, à base de antidepressivo. Estou falando assim com dois comprimidos de sertralina por dia, e ainda estou falando deste jeito. Se não tomasse, ia ser pior do que Ronaldinho”, afirmou em tom exaltado.

Durante a reunião, Leonardo Azeredo ainda questiona Antônio Sérgio Tonet se não é possível alguma forma para “incrementar” os salários no próximo ano.

Dentro do orçamento, não há nenhuma perspectiva, nenhum sonho, de incrementar qualquer tipo de vantagem que aumente nossa remuneração? Ou plantão? Ou qualquer coisa que aumente remuneração?”, questionou.











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