08.08.2016 | 08h35


VARIEDADES / SÍNDROME DEGENERATIVA

Atleta paralímpica pedirá eutanásia após os Jogos do Rio

Marieke Vervoort quer encerrar sua vida e carreira com um ouro olímpico



A atleta belga Marieke Vervoort vive um dos maiores dramas de sua vida. Detentora dos recordes mundiais para os 400, 800, 1.500 e 5 mil metros rasos disputados em cadeiras de roda e confirmada para participar dos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro, Marieke pedirá a eutanásia logo após o torneio.

Seu desejo tem um motivo claro: as dores insuportáveis que sofre por conta de uma síndrome degenerativa que paralisa suas pernas e que provoca desmaios na atleta ao longo do dia. Segundo ela, estas dores também não a deixam dormir mais do que 10 minutos por noite. “Todo mundo me vê com a medalha de ouro, mas ninguém vê o lado obscuro”, desabafou a belga em entrevista ao jornal francês Le Parisien.

Antes de ser diagnosticada com a doença em 2008, Marieke havia sido duas vezes campeã do mundo de triathlon, além de ter participado de competições de Ironman. Já usando cadeira de rodas, competiu nos Jogos Paraolímpicos de Londres, em 2012, e conquistou uma medalha de ouro nos 100 metros rasos e outras duas medalhas de prata, nos 200 e 400 metros rasos.

Seu maior desejo antes de pedir a eutanásia - procedimento liberado na Bélgica desde 2002 para doentes incuráveis que padeçam de um sofrimento físico e psíquico insuportáveis, é poder terminar no pódio nos Jogos do Rio. “O Rio é meu último desejo, espero acabar minha carreira com um pódio. Quero que todos tenham uma taça de champanhe na mão e um pensamento feliz para mim”.











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