22.02.2020 | 14h21


GERAL / PEDIU EM CASAMENTO E MATOU

Defesa tenta impedir que médico acusado de feminicídio vá a júri popular

Advogado impetrou recursos tanto no TJMT como em Brasília para anular decisão que manda acusado a júri e para conseguir liberdade


DA REDAÇÃO

Advogado do médico Fernando Veríssimo de Carvalho, Tiago Machado de Paula afirma que seu cliente é inocente e os recursos, impetrados no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e nas instâncias superiores, em Brasília, têm como objetivo anular a decisão que determina que Fernando enfrente o júri popular pela morte de Beatriz Milano e conseguir sua liberdade.

Fernando foi preso no dia 19 de dezembro de 2018 em Ribeirão Preto (SP), na casa dos pais dele. A prisão foi decretada após laudo apontar que Beatriz tinha morrido por traumatismo craniano.

É justamente esse ponto que a defesa do acusado rebate, a validade do laudo que aponta a causa da morte. O advogado destaca que Beatriz não tinha qualquer lesão aparente no corpo. “Como pode constar que teve traumatismo craniano sem nenhuma lesão?”.

O advogado trabalha com a hipótese que outra patologia tenha causado a morte da jovem. Afirma que já discutiu o processo com especialistas, que apontam incongruências nos laudos feitos pela perícia em Rondonópolis.

“Na declaração de óbito o perito não podia afirmar qual era a causa da morte. Depois concluiu que foi traumatismo craniano. Mas um traumatismo é fácil de detectar. Porque não fez quando liberou o corpo para o marido, que ainda fez o traslado?”.

Tiago Machado enfatiza que Fernando afirma, até hoje, que não cometeu crime algum. Aponta, inclusive, que na noite do suposto crime não houve briga do casal. Segundo o advogado, a versão dada por Fernando, de que ele tinha acertado Beatriz com uma “ombrada”, não é verdadeira. Afirma que seu cliente foi orientado, pela primeira advogada, a dar essa versão.

“O contato dele com a primeira advogada foi minutos antes de ser ouvido e ela orientou que ele desse essa versão. No desespero, acabou falando”.

O advogado destaca que a versão de Fernando é que o casal saiu para jantar, quando ele pediu a namorada em casamento. Voltaram para a casa, olharam coisas para o bebê na internet, e Beatriz foi dormir. Como ele não tinha plantão naquela noite, teria ido para a sala assistir televisão. Quando voltou ao quarto encontrou a mulher fria e ainda tentou reanimá-la. Acionou o Samu e a Polícia. “Ele pediu ela em casamento naquela noite. Não houve briga alguma”.

O advogado ainda ressalta que o casal tinha brigas comuns, mas não eram violentas. Enfatiza que chegaram a falar que Fernando tinha fugido, mas ele foi preso na casa dos pais, no interior de São Paulo. “Fernando é inocente. Os recursos tentam anular o júri e colocá-lo em liberdade. Mas se tiver júri, iremos fazer com documentos e laudos”.

 











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