06.09.2019 | 14h40


PRIMEIRA MÃO

Vídeo mostra como força-tarefa age durante reforma de celas no maior presídio de MT; veja

Agentes fazem a vigilância dos presidiário para evitar qualquer risco de fuga ou entrada de celulares, drogas e outros objetos proibidos, já que a reforma é feita por presidiários.


DA REDAÇÃO

O teve acesso, em primeira mão, a imagens da reforma da Penitenciária Central do Estado (PCE), o antigo Pascoal Ramos, nesta sexta-feira (6), em Cuiabá. A unidade prisional passa por uma readequação nas celas e por uma limpa geral, promovido pela Operação Elison Douglas.

Nos vídeos é possível ver como a obra está sendo realizada. Os locais em que os presos abrigados estavam deteriorados e com a reforma deve entrar nos parâmetros do Manual de Procedimento Operacional Padrão do Sistema Penitenciário. Nas gravações aparecem dezenas de agentes fortemente armados fazendo a segurança de um dos locais. Eles permanecem fazendo a vigilância das celas em obras 24 horas para evitar qualquer risco de fuga ou entrada de celulares, drogas e outros objetos proibidos, já que a reforma é feita por presidiários.

As mudanças ocorrem depois que o Grupo de Intervenção Rápida, uma força-tarefa dos agentes penitenciários, iniciou uma limpeza na PCE, no último dia 12 agosto, e apreendeu celulares, drogas, armas, entre outros objetos, para acabar com as regalias dos detentos.

Na Operação Elison Douglas já foram retiradas tomadas das celas, mas os criminosos conseguiram fazer “gatos” na rede de energia por meio da instalação dos ventiladores, para carregar aparelhos celulares. No entanto, a força-tarefa já realizou vistoria e removeu as gambiarras do local.

Também foi descoberta e apreendida uma grande quantidade de bebida artesanal produzida pelos próprios detentos e livros da facção criminosa Comando Vermelho (CV), com informações sobre a contabilidade do grupo e golpes aplicados em várias regiões do Estado. As anotações confirmam que crimes cometidos pela facção partem de dentro das cadeias.

Elison Douglas

A ação ocorre em sigilo, desde o dia 12 de agosto,  para fortalecer o enfretamento contra os crimes dentro da unidade prisional. A Sesp ainda não divulgou nenhum relatório oficial com informações da Operação.  

Segundo o secretário da Sesp, Alexandre Bustamante, os dados serão repassados, após a conclusão da operação.











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