18.08.2010 | 13h05


POLÍCIA

VG tem oito assassinatos na primeira quinzena de agosto

ADILSON ROSA
DIÁRIO DE CUIABÁ

Em 16 dias deste mês, do total de 11 assassinatos ocorridos e registrados pela Polícia Civil na Grande Cuiabá, oito aconteceram em Várzea Grande. Dentre os casos está um latrocínio (roubo seguido de morte).

Não faz parte da lista a morte de José Ailton de Souza Cavalcanti, ocorrida na madrugada de domingo, no bairro Pedra 90, porque não existe lesão externa para caracterizar uma causa violenta.

O número elevado de execuções em Várzea Grande levou o delegado Márcio Pieroni, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a designar dois delegados para investigar os homicídios ocorridos na cidade.

O último assassinato ocorreu anteontem, por volta das 23 horas, no bairro São Mateus, onde Ivan Boldrin da Costa, de 32 anos, foi assassinado com cinco tiros na porta de sua casa. Testemunhas disseram que ele discutia com dois rapazes e um deles sacou um revólver e descarregou a arma, atingindo cabeça, tórax e também abdômen. Ivan morreu no local.

Os autores do assassinato foram identificados como "Sandro" e "Renan", que teriam fugido a pé após a execução. Policiais militares foram acionados e fizeram rondas pelas proximidades, mas não localizaram os criminosos.

Conforme as investigações, o crime seria um acerto de contas envolvendo os três por causa do furto de um notebook. "A vítima teria vendido o equipamento e não teria repassado o dinheiro a eles. A partir daí, teria iniciado a discussão", informou um policial que participa das investigações.

Os policiais acrescentaram que Ivan saiu da prisão há cerca de quatro meses. Desde então, se encontrava com os dois autores do assassinato. "É possível que esse trio tenha praticado outros furtos ou roubos, mas o que importa mesmo é que já temos identificada a autoria", disse um policial.

O delegado Antônio Esperândio, de plantão na DHPP, repassou o caso para os delegados responsáveis pelos homicídios ocorridos em Várzea Grande que poderão qualificar - conseguir nomes completos - dos autores e solicitar a prisão preventiva deles. Os policiais disseram não haver um motivo plausível para tantos assassinatos em Várzea Grande e poucos na Capital.

Um levantamento realizado pela DHPP aponta que de 10 assassinatos ocorridos no primeiro semestre, quatro tinham, de alguma forma, ligação com o tráfico de drogas. Muitas vítimas eram usuárias e não teriam pago os traficantes, aplicado o chamado "banho". Embora não divulgado, o número de ex-presidiários assassinados nesse período também é alto.

 











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