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08.09.2010 | 15h37


POLÍCIA

VG: Homens se passam por clientes e matam 2



ADILSON ROSA
Da Reportagem


Dois pistoleiros que se passavam por clientes de um bar no bairro Água Vermelha, em Várzea Grande, assassinaram dois frequentadores do estabelecimento comercial. Eles tinham como alvo o cabo PM Helder Bezerra da Silva, de 48 anos, que foi executado com cinco tiros. Ao lado dele estava Osvaldo Marques da Silva, de 47, que morreu com uma bala perdida. O duplo homicídio ocorreu por volta das 12h30, no momento em que havia muitos clientes na lanchonete. O local fica ao lado do posto Panamericano, na avenida Júlio Campos.

Com os dois assassinatos, chega-se ao total de 207 somente neste ano na Grande Cuiabá, um número que impressiona e projeta para o alcance de mais de 300 execuções até o final do ano. Agosto terminou com 25 execuções, sendo 15 na Capital e 10 em Várzea Grande. Em seis dias de setembro, já são nove assassinatos - cinco em Várzea Grande e quatro em Cuiabá.

Segundo o relato de testemunhas, os pistoleiros estavam no bar tomando cerveja numa mesa próxima e ninguém desconfiou de que eles estivessem armados. “Chegaram a pedir mais uma para disfarçar e ficaram lá. Quando ninguém esperava, um deles sacou um revólver”, disse uma testemunha.

Em seguida, um deles se aproximou do militar e atirou seis vezes. Uma das balas atingiu Osvaldo que estava nas proximidades. Os criminosos fugiram a pé, mas a polícia não descarta a hipótese de eles terem entrado em algum automóvel estacionado nas proximidades. Pessoas próximas entraram em pânico.

Para policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que estiveram no local, o assassinato seria um acerto de contas. Os policiais acreditam que seja um crime premeditado, pois os criminosos esperaram a vítima chegar, sentar-se numa das mesas, ficar tranquila para atirar.

“Tudo aponta para um crime de pistolagem, mas ainda é cedo para falar sobre isso. Que o homicídio foi planejado, isso não resta dúvida”, explicou um policial que esteve no local iniciando as investigações. O policial confirmou que Osvaldo morreu porque estava próximo, pois os tiros foram direcionados ao policial militar.

O delegado André Renato Gonçalves esteve no local iniciando as investigações. Ela vai transferir o caso para a delegada Anaíde Barros, responsável pelos homicídios ocorridos em Várzea Grande. Nos próximos dias, ela deverá ouvir os familiares do militar para saber se ele estava sendo ameaçado. (AR)











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