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27.08.2010 | 11h55


POLÍCIA

Tráfico faz mais mortes em Cuiabá; vítimas são jovens



Em menos de seis horas, dois jovens foram assassinados ontem na Capital tendo como motivação o tráfico de drogas. O último crime ocorreu por volta das 11 horas, numa das ruas do bairro Novo Milênio, localizado entre o Tijucal e Osmar Cabral, onde Anderson Cardoso, de 23 anos, foi abatido com três tiros.

O homicídio ocorreu próximo de uma casa apontada por vizinhos como uma boca-de-fumo, onde iria se encontrar com alguns amigos.

Testemunhas disseram que um homem se aproximou a pé e atirou três vezes, acertando tórax e cabeça. Anderson morreu no local. Moradores do bairro forneceram poucas informações à polícia a respeito do autor do assassinato.

Segundo policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as testemunhas se limitaram a informar que ouviram os disparos e encontraram o jovem morto. "Aqui impera a lei do silêncio", assinalou um dos policiais.

Ao verificar a casa onde Anderson iria se encontrar com amigos, os policiais descobriram que se tratava de uma boca-de-fumo onde os jovens se reuniam para comprar e fazer uso de drogas, mesmo durante o dia. "Para esse pessoal, não tem tempo ruim não. É a qualquer hora (o uso de drogas)", observou um policial.

O que chamou a atenção foi fato de o assassinato ter ocorrido ainda na parte da manhã, demonstrando que o criminoso acredita ficar impune. "É um horário em que muitas pessoas estão nas ruas e o número de testemunhas é grande. Não deixa de ser uma ação audaciosa", disse um investigador. Os policiais tinham a informação inicial de que a execução teria ocorrido durante a madrugada e, somente na parte da manhã que moradores se depararam com o cadáver.

A delegada Sílvia Pauluzi, de plantão na DHPP, deverá ouvir familiares do jovem e testemunhas nos próximos dias. Com isso, poderá confirmar os motivos do assassinato e identificar o autor. A princípio, apenas uma pessoa teria disparado os tiros contra Anderson. Os policiais não souberam informar se a vítima tinha antecedente.

Um levantamento realizado por policiais da própria DHPP aponta que de cada 10 assassinatos investigados pela unidade, cinco são motivados por tráfico de drogas. "De uma forma ou de outra, o tráfico de drogas está presente nos homicídios. Em alguns casos, a vítima ‘deu banho' - comprou e não pagou - drogas. Em outros, briga entre viciados", explicou um policial











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