28.09.2010 | 20h13


POLÍCIA

Testemunhas do caso Donnan relatam cenas de horror no shopping

ISA SOUSA
DA REDAÇÃO

O julgamento dos quatro seguranças acusados de espancar até a morte o ambulante Reginaldo Donnan dos Santos Queiroz, nas dependências do Goiabeiras Shopping Center, começou na manhã desta terça-feira (28) e deve prosseguir pelas próximas 48 horas. Das 23 testemunhas convocadas, quatro foram ouvidas ainda pela manhã. Nove não compareceram.

No início do julgamento, a defesa dos seguranças Jefferson Lima Medeiros, Ednaldo Rodrigues, Valdenor de Moraes e Jorge Dourado Nery pediram que apenas dois fossem julgados hoje, alegando prejuízo no tempo final da defesa.

A juíza da da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Catarina Perri, rejeitou o pedido de desmembrar o julgamento e aceitou prorrogar o tempo para defesa durante os debates.

Testemunhas

Entre as testemunhas já ouvidas, estão três funcionários do Goiabeiras, onde Reginaldo foi espancado, e um médico do Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, que foi o primeiro a atender a vítima.

Uma das funcionárias do shopping, Fabiana Raquel, confirmou que viu os seguranças levando Reginaldo para a sala central de segurança, localizada no último piso do estabelecimento. Ela também afirmou ter visto quando o ambulante foi colocado dentro de um contêiner de lixo.

A funcionária foi uma das responsáveis por limpar o sangue no chão e nas paredes da sala.

A segunda a prestar depoimento no julgamento foi a ascensorista Rosilene Martins, que falou como Reginaldo foi retirado do shopping. De acordo com ela, Ednaldo Belo e Jefferson empurraram o contêiner para dentro do elevador no segundo piso, para ir em direção o terceiro subsolo.

Dentro do elevador, Belo perguntou a Rosilene se ela gostaria de ver o que havia dentro da "Brasília" (apelido que os funcionários dão ao contêiner). "Ele disse: "Quer ver o valentão que estava ameaçando a gente?'. Por curiosidade, me levantei e ele abriu a tampa. Vi um homem dentro da ‘Brasília' esperneando e gritando", disse a ascensorista.

Depois de presenciar a cena, Rosilene diz que se sentiu mal e pediu para ser dispensada do trabalho. "Vi sangue. Só tinha força pra apertar o botão do elevador. Passei mal e vomitei por ver aquela cena", disse











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