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27.02.2011 | 21h29


POLÍCIA

Stábile culpa baixa qualidade dos cursos por reprovações elevadas

DA REDAÇÃO                       08h01

Mato Grosso tem 27 faculdades e universidades com cursos de graduação em Direito. Levando em conta que cada delas forme anualmente 40 bacharéis na área, são, no mínimo, 1.080 profissionais no mercado.

O Ministério da Educação alterou nos últimos anos os critérios para abertura de novos cursos de Direito no País, depois de uma enxurrada de faculdades abertas sem a menor condição de funcionamento em vários estados brasileiros e da reprovação dessas instituições nas avaliações do ministério. Para autorizar a abertura do curso, o MEC passou a levar em conta o contexto institucional e necessidade social, mas ainda assim, ainda há faculdades com níveis sofríveis espalhadas pelo País.

Para o representante estadual da Organização Nacional de Advogados e Acadêmicos de Direito, Antônio Carlos Jaudy, o ministério deve tornar os critérios mais rígidos para regulação dos cursos, em especial o de Direito. Ele afirma que o exame hoje aplicado para que o bacharel em Direito possa exercer a profissão de advogado não pode ser tomado como critério para melhorar o ensino jurídico no País.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso, Cláudio Stábile, alega que a baixíssima aprovação no exame da instituição, cuja legalidade está sendo contestada na Justiça, é resultado da deficiência no ensino nas faculdades, pois muitas delas não se preocupam com a qualidade no ensino. "Nós enviamos um parecer ao MEC informando sobre o quadro deficitário de muitas instituições de ensino e a OAB nacional tem acompanhado essa questão", diz Stábile, acrescentando que a entidade criou o Projeto Ensino Direito para que possa acompanhar e auxiliar na melhoria da qualidade do ensino de Direito.











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