29.11.2010 | 10h54


POLÍCIA

Sinop: PMs suspeitos de decaptar homem podem ficar mais tempo presos

SONOTICIAS

O delegado Joacir Batista dos Reis não descarta a possibilidade de pedir a prorrogação da prisão temporária (30 dias) do cabo PM César Fernandes Ventura e do soldado José Paulo Silva e Souza, investigados na morte do operador de máquinas, Juarez Rodrigues, 26 anos, ocorrida em outubro, decapitado e enterrado as margens de um rio (cerca de 40 km de Sinop). Os policiais foram transferidos para o presídio militar de Santo Antônio do Leverger, no último dia 10.

"Prevejo uma prorrogação de pelo menos mais 15 dias para poder concluir o inquérito", explicou, ao Só Notícias. De acordo com Joacir, é aguardada uma operadora telefônica enviar dados das ligações feitas em seis números durante o período do crime. O objetivo é confrontar informações contidas nas conversas telefônicas com as repassadas pelos investigados e testemunhas. A quebra do sigilo telefônico foi autorizada pela justiça, na última semana.

Conforme Só Notícias informou, o corpo de Juarez foi encontrado no dia 23 de outubro, por familiares, próximo a ponte do rio Nandico, a cerca de 200 metros da BR-163, após ter desaparecido da cidade de Santa Carmem, onde trabalhava. Um dia antes, foi encontrada a primeira pista: sinais de sangue nas proximidades do local onde o corpo estava enterrado. Irmãos chegaram a um determinado ponto onde havia cal e a terra estava fofa. Cavaram e encontram o corpo, reconhecido por algumas marcas. Equipes dos bombeiros e policiais estiveram no rio tentando localizar a cabeça da vítima, mas não encontraram.

No laudo que apura as circunstâncias da morte de Juarez foram apontadas duas hipóteses: uma de que o rapaz foi levado até o rio e teve a cabeça cortada no local. Em seguida, o corpo foi enterrado e a cabeça jogada na água para atrapalhar a identificação e as investigações e, outra, deu que Juarez teria recebido um tiro na cabeça, em seguida, decapitado e o membro ocultado.

Juarez era solteiro e trabalhava como operador de máquinas. Ele estaria em um bar e a polícia foi acionada por suposto desentendimento da vítima com o dono. Depois que os militares estiveram no local, Juarez não foi mais visto.











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