09.11.2010 | 12h09


POLÍCIA

Servidores da Educação cruzam os braços em Sinop



BIANCA ZANCAROTO

Os servidores municipais da Educação, que reivindicam a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) com jornada de 30 horas, estarão com as atividades paralisadas durante todo o dia de hoje. A manifestação iniciará às 8h e a concentração será na praça Plínio Calegaro. Os profissionais também farão uma caminhada que terá uma parada em frente à Secretaria municipal de Educação e terminará na sede da prefeitura, onde pretendem ficar por cerca de uma hora.

À noite, haverá uma assembleia para discutir as negociações em torno das reivindicações. Além da implantação do PCCS, eles querem a ampliação gradativa da receita da Educação e investimento maior que os 25%, obrigatórios por lei, de forma a garantir a valorização profissional, infraestrutura e manutenção do piso de R$ 1.266,92 para o nível magistério e médio com profissionalização. Caso as negociações não tenham o efeito desejado, a paralisação pode vir a ser por tempo indeterminado.

O secretário de Educação, Tadeu Azevedo, está analisando a proposta entregue pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), onde estão 18 reivindicações. Ele disse que pretende agendar uma reunião para apresentar aos servidores o que poderá ser atendido pela prefeitura.

Os profissionais da Educação e a comunidade escolar de Juara (266 km de Sinop) também se manifestarão hoje em frente à prefeitura, onde terão uma reunião com o prefeito, José Alcir Paulino. No município, a categoria reivindica o pagamento da reposição salarial. De acordo com a assessoria do Sintep, caso não seja atendida a proposta, cerca de 400 profissionais da Educação irão paralisar as atividades imediatamente por tempo indeterminado.

A audiência foi solicitada pelo prefeito após o pedido de retirada da emenda na sessão da câmara na semana passada. Em vigor desde janeiro de 2010, a lei instituiu o piso salarial de R$ 849 mais a correção, o que resulta no valor de R$ 916. Mas o prefeito desconsiderou a reposição salarial, pagando apenas o piso estabelecido.











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