27.09.2010 | 16h25


POLÍCIA

Sema tenta limpar Baía de Chacororé, no Pantanal

 

da redação

Cerca de duzentas pessoas participarão nesta, segunda-feira (27), de um mutirão de limpeza na Baía de Chacororé, localizada no município de Barão de Melgaço, a 113 quilômetros ao sul da Capital. A ação, coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), contará com a participação de alunos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), pescadores, reeducandos do Sistema Prisional e técnicos da Sema, das superintendências de Fiscalização, Educação Ambiental e Biodiversidade. A força tarefa vai trabalhar durante todo o dia, numa área de aproximadamente 100 hectares. A ação contará também com a parceria da Bioterra, indústria de reciclagem de plásticos.

De acordo com o secretário de Estado do Meio Ambiente, Alexander Torres Maia a ação visa recolher o lixo superficial que se acumula na baía, proveniente de Cuiabá e Várzea Grande, antes que chegue o período de chuvas e, com o aumento no volume de água, esse lixo seja levado para o pantanal. "Pretendemos que essa ação, além de promover a limpeza da baía, tenha um efeito educativo", salientou o secretário.

Segundo o professor do Departamento de Engenharia Sanitária da UFMT, Rubem Mauro, a estimativa é de que com as primeiras chuvas cerca de 1 milhão de toneladas de lixo venha a cair no rio Cuiabá. "O destino de todo esse lixo é certamente o pantanal. Nossa intenção é alertar a sociedade e o poder público em relação ao problema", disse o professor.

BAÍA DE CHACORORÉ - A Baía do Chacororé, localizada no pantanal mato-grossense costuma se estender por uma área de 11 mil hectares de área alagada, em época de seca. A situação atual, no entanto, é muito diferente. Em razão da forte estiagem e da ação depredatória do homem, a baía se tornou uma área gigante de terra rachada e muito lixo em alguns pontos.

A baía, uma das três maiores do pantanal mato-grossense este ano, não ultrapassa a 4 mil hectares. O complexo das baías de Siá Mariana e Chacororé no período das chuvas chega a atingir algo em torno de 45 mil hectares.

Em meio ao pantanal, região que comporta 6% de toda a água doce do planeta, a baía enfrenta uma de suas piores secas, em grande parte, consequência da destruição de uma barragem e do fechamento de rios e corixos que alimentam de água a Baía. A barragem feita para facilitar a passagem dos barcos em uma região próxima à baía acabou se tornando um ralo gigante, que sugou boa parte da água de Chacororé.

A Sema e a Secretaria de Estado de Infra-Estrutura (Sinfra) realizam obras na região a fim de conter o problema.  

Com informações da assessoria de imprensa.











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