26.08.2010 | 11h03


POLÍCIA

Seguranças vão a júri popular por morte de estudante



DA REDAÇÃO

Os quatro seguranças acusados de espancar até a morte Reginaldo Donnan dos Santos Queiroz no interior de um shopping de Cuiabá, em setembro de 2009, serão submetidos a júri popular no dia 28 de setembro, em sessão a ser conduzida pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da Primeira Vara Criminal da Comarca da Capital.

Além deste, mais 16 casos envolvendo crimes dolosos contra a pessoa constam da pauta de julgamentos populares marcados para o próximo mês.

Ednaldo Rodrigues Belo, Jorge Dourado Nery e Valdenor de Moraes responderão no Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio, fraude processual e denunciação caluniosa.

Já Jefferson Luiz Lima Medeiros também foi denunciado pela prática dos referidos crimes, mas ainda é acusado de furto por supostamente ter se apoderado de uma quantia de dinheiro e de pertences da vítima.

Conforme os autos, Reginaldo, que era vendedor ambulante, foi abordado pelos seguranças quando estava na praça de alimentação do shopping. Trajando roupas simples e um chapéu de palha, a vítima foi considerada suspeita e, por isso, passou a ser monitorada pelos réus.

Os objetos pessoais do ambulante foram recolhidos pelos seguranças, que os levaram para uma sala do centro comercial. Ao tentar reavê-los, o vendedor teria começado a ser agredido por dois seguranças. Segundo a denúncia, a sessão de agressões físicas violentas só terminou quando a vítima perdeu os sentidos.

Os outros dois seguranças teriam dado apoio à ação, permanecendo de vigília na porta da sala para evitar que alguém presenciasse o crime. Imagens de câmeras de segurança mostram que o corpo de Reginaldo foi colocado em um contêiner e posteriormente conduzido para um hospital, onde faleceu dias depois em decorrência dos ferimentos.

Outros júris

A pauta de júris inclui ainda casos como o duplo assassinato de dois adolescentes no bairro Santa Isabel. De acordo com os autos do processo, Letícia Dutra da Silva, de apenas 16 anos, e Leandro Ivo de Pinho, foram mortos a tiros e "por engano" em outubro de 2003 quando estavam em companhia de um amigo que seria o verdadeiro alvo do atentado.

Os acusados de efetuar os disparos são Alessandro Pinto de Moraes e Reinaldo de Moraes Ferreira, apontados como integrantes de uma gangue do bairro. Ambos irão a júri popular no dia 23 de setembro.

Também será submetido a julgamento popular José Ricardo Conceição dos Santos, acusado de matar por asfixia sua ex-namorada, a adolescente Clariane Jessika Souza Cavalcante, em dezembro de 2008. O crime ocorreu em um motel do bairro Ouro Fino.

Após desentendimento entre ambos, o acusado teria aplicado um golpe no pescoço da vítima, assassinando-a por esganadura.

 











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