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22.02.2011 | 19h53


POLÍCIA

Seduc, PM e Saúde concentram maioria de atestados sob suspeita

RAQUEL TEIXEIRA 18h26
DA REDAÇÃO

A Secretaria de Educação, seguida da Polícia Militar e Secretaria de Saúde do Estado concentram a maioria dos servidores com atestados médicos sob suspeita. Do levantamento prévio, a equipe que analisa as licenças de servidores estaduais constatou que 112 deles utilizaram o afastamento médico por mais de dois anos. A auditoria é feita por uma junta médica que está analisando todos os pedidos de licença ativos quem tem como base os atestados emitidos pelo psiquiatra Ubiratan Magalhães Barbalho, acusado de vender laudos falsos a servidores estaduais.

A junta médica composta por servidores das secretarias de Administração, de Segurança Pública, de Saúde e Polícia Militar e acompanhamento da Auditoria Geral tem trinta dias para concluir a perícia. Os servidores estão sendo convocados nominalmente e deverão comparecer pessoalmente para a revisão da licença médica.

O auditor geral do Estado, secretário José Alves Pereira Filho, afirmou que as licenças estão sendo reavaliados e caso haja comprovação efetiva de afastamento os servidores poderão ser aposentados. Caso contrário, se ficar caracterizado a ilegalidade será instaurado Processo Administrativo Disciplinar.

Entre os servidores que recorreram a atestado emitido pelo psiquiatra está o policial militar Claudomiro Souza Sales, acusado de matar a amante grávida de 8 meses, em Cuiabá. Ele recorreu ao atestado médico para tentar escapar da prisão e segundo o laudo emitido pelo médico, o policial sofre de 'transtorno bipolar'.

O psiquiatra Ubiratan Magalhães Barbalho é acusado de vender atestados médicos falsos beneficiando servidores públicos, como policiais militares que inclusive estão respondendo a crimes graves. O médico teve o exercício profissional suspenso no início do mês pelo Conselho Regional de Medicina por seis meses até que a entidade conclua o processo aberto contra ele para apurar conduta ética profissional. O psiquiatra já recorreu da decisão do CRM e o pedido está na 2ª Vara Federal de Mato Grosso.











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