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20.11.2010 | 21h51


POLÍCIA

Saúde: pesquisa aponta falta de quase 1,5 mil leitos em MT

GAZETA

Faltam para a população de Mato Grosso 1.409 vagas em leitos para chegar à quantidade mínima recomendada pelo Ministério da Saúde (MS), que é de 2,5 leitos para cada grupo de 1 mil habitantes. Hoje, o Estado sustenta o índice de 2,02 por grupo. Conforme a pesquisa Assistência Médico-Sanitária divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem hoje no Estado apenas 6 mil vagas em leitos - sendo 39,2% (2.352) em estabelecimentos públicos e 60,8% (3.648) em privados.

Por causa da falta de leitos, neurocirurgias, além de cirurgias ortopédicas, pediátrica e cardíacas vão sendo prorrogadas no calendário, prejudicando os pacientes. O déficit por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é o mais crítico.

O desempenho mato-grossense se equipara a maioria das regiões brasileiras, com exceção do Sul, onde a taxa é de 2,6 leitos por mil habitantes. A maioria dos leitos em estabelecimentos públicos do Estado se concentra na rede municipal, também acompanhando o verificado em nível nacional. São 1.877 vagas disponíveis, enquanto nas unidades estaduais é de 451 e na federal de apenas 24 leitos. Todas estas vagas federais estão em na única unidade que fica em Cuiabá, Hospital Universitário Júlio Müller.

Das 6 mil vagas do Estado, apenas 24% dos leitos estão na Capital, onde a população costuma ter melhor acesso aos serviços de alta complexidade e consequentemente necessita de internação. Aliado a isso, das 1.431, a maioria está em unidades particulares - 1.088 e somente 343 em públicos.

Para o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-MT), Arlan Azevedo, o déficit de vagas se verifica nas longas filas por cirurgias eletivas por não haver leitos e em enfermarias lotadas e sem condição de fluxo, como a exposta no Pronto-Socorro de Cuiabá. Leitos para internação variam de enfermarias para pacientes clínicos ou cirúrgicos a de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). "O déficit é grande. Em Cuiabá, por exemplo, não temos investimento do Estado e nem federal e é o local onde mais precisamos".

A existência de apenas uma unidade federal no Estado, oferecendo 24 vagas, segundo o presidente do CRM, comprova a necessidade de mais recursos. "Ele é o único, tem pouco investimento e está extremamente precário".

 

 











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