17.08.2010 | 12h25


Saúde alerta para baixa umidade do ar em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT) faz um novo alerta aos municípios sobre a qualidade do ar em conseqüência das queimadas no Estado, que aumenta a poluição do ar e consequentemente os efeitos dela prejudicam a saúde da população.

O alerta é para que os gestores municipais, principalmente os ligados à área de saúde, que organizem as redes municipais de saúde (Postos e outras Unidades Básicas) para um provável aumento da demanda dos serviços em atendimento a pessoas com problemas respiratórios que poderão procurar cuidados.

Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental do Estado, Wagner Peres, o monitoramento referente a qualidade do ar é realizado duas vezes durante a semana com dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e mede a concentração de material particulado e monóxido de carbono que fazem parte da poluição atmosférica e que afetam diretamente a saúde da população, levando ao desenvolvimento de doenças do aparelho respiratório.

As informações são repassadas através do Boletim VIGIAR a todas as regionais de saúde, e destas aos 141 municipios do estado de Mato Grosso. Em paralelo o mesmo trabalho é realizado pelas Regionais de Saude que monitoram a qualidade do ar dos seus respectivos municípios de abrangência o que totaliza hoje cerca de 85% de cobertura dos municípios do estado.

No Boletim VIGIAR estadual os municípios prioritários, segundo dados ambientais epidemiológicos para o programa de monitoramento, são: Água Boa, Barra do Garças, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Colider, Diamantino, Cuiabá, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, São Félix do Araguaia, Tangará, Várzea. Grande, Alta Floresta, Juara, Juina, Peixoto de Azevedo, Porto Alegre do Norte, Sorriso, Vila Rica e Sinop.

O Boletim identifica os municipios de Alta Floresta, Juara, Juina, Peixoto de Azevedo, Sorriso e Vila Rica como estando em situação regular, o que significa que pessoas dos grupos sensíveis (crianças, idosos, pessoas com doenças respiratórias e cardíacas) podem apresentar sintomas como tosse seca e cansaço. A população em geral não é afetada.

Já o município de Sinop é alistado, pelo Boletim VIGIAR, como estando em situação irregular, o que significa que toda a população pode apresentar sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta. Pessoas dos grupos sensíveis podem apresentar efeitos mais sérios na saúde.

Segundo o coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental, Wagner Peres, apesar de o fogo estar sendo controlado nos municípios da região Norte do estado, principalmente em Marcelandia e Feliz Natal, a qualidade do ar continua ameaçada, pois dependendo da direção que a poluição tomar, impelida pelos ventos, a população dos municípios vizinhos poderá ter sua saúde comprometida.

Wagner Peres lembrou que “a SES/MT coloca, à disposição dos gestores municipais de saúde e da população, informações referentes à Qualidade do Ar em cada um dos 141 municípios e que é importante que essas informações e os cuidados com a saúde sejam repassados à população para que ela fique instruída quanto as melhores formas de proteger a sua saúde em situações em que os níveis de Monóxido de Carbono e Material Particulado podem prejudicar a qualidade de vida dos moradores do estado”. O site da Saude é: www.saude.mt.gov.br/portal/ .

A Saúde do Estado também reforça, também, os alertas dados pela Defesa Civil de Mato Grosso (DC/MT) quanto à atenção aos indicadores da qualidade do ar e quanto ao índice de Umidade Relativa do Ar que, segundo a DC/MT, continua abaixo de 50%, quando o recomendável é de 80 a 90 por cento. A população deve evitar a prática de exercícios físicos a ar livre entre 10h00 e 16h00 e tomar medidas para umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água dentro dos aposentos e sempre regar os jardins duas vezes por dia.

Sempre que possível as pessoas devem aumentar a ingestão de líquidos, trajar roupas leves, fazer refeições leves, evitar banhos mornos ou quentes e o uso excessivo de sabonete (com o objetivo de não prejudicar a oleosidade natural da pele).

Também é recomendável suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas, evitar aglomerações em ambientes fechados e procurar ajuda médica caso olhos e narinas apresentarem irritação.











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