22.01.2011 | 08h18


POLÍCIA

Pronto Socorro de VG ainda não foi notificado sobre interdição

ROBERTA DE CÁSSIA    
DA REDAÇÃO

O diretor administrativo e financeiro do Pronto Socorro de Várzea Grande, João Santana Botelho afirmou que ainda não foi notificado oficialmente da interdição do box de emergência do PS. "Até o momento não recebemos nenhuma notificação. O que estamos sabendo é só pela mídia. A nós nada chegou", comenta ele.

Botelho diz que depois que o Conselho Regional de Medicina-CRM apontou denúncias contra o Pronto Socorro, a reforma no PS está sendo feita, mas a passos lentos. "O telhado já está com 90% reformado. Estamos também trocando o piso. Sabemos que temos nossas dificuldades, mas estamos andando devagar", argumenta ele.

"A reforma está sendo feita com a participação de várias secretarias que se reuniram para tentar solucionar o problema e melhorar o espaço físico para atendimento", explica Botelho.

Essa interdição foi solicitada pela Defensoria Pública de Mato Grosso pelo promotor Marcelo Rodrigues Leirião aceitando o pedido do Conselho Regional de Medicina-CRM protocolado em 29 de novembro de 2010.

No documento, constam 50 irregularidades, como higiene precária e falta de estrutura física, verificadas na vistoria. Então o CRM pediu a interdição do Box de emergência do Pronto Socorro, com transferência dos pacientes e profissionais para outro local que atenda as condições mínimas exigidas pela Vigilância Sanitária.

Caos instalado - O PS de Várzea Grande já vive uma situação complicada com a greve dos médicos da rede municipal parados há mais de 30 dias. Só está funcionando o atendimento de urgência e emergência, atendimentos ambulatoriais estão todos suspensos. "O PS é realmente para urgência e emergência e isso garantimos com 61 médicos que estão dando todo o atendimento possível", afirma Botelho.

Segundo ele, a greve inclui só os médicos contratados pela prefeitura que estão com salários atrasados, não pela Fundação de Saúde de VG. "O salário da Fusvag está em dia", explica.

Sobre o lotacionograma que o Sindicato dos Médicos afirma que a prefeitura se nega a entregar, Botelho disse que basta o Sindicato procurar na diretoria o plantão da escala que irá encontrar.

Em resposta, a assessoria de imprensa do Sindimed informou que o lotacionograma foi pedido várias vezes para a prefeitura que se recusou a entregar. Por isso o Sindicato solicitou via justiça e aguarda a decisão.

 

 











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