15.10.2019 | 19h40


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Professora da Unemat é presa ao defender ‘Lula livre’ em igreja de MT

Segundo a assessoria da Associação dos Docentes da Unemat, o episódio ocorreu em um evento social onde também participavam fiéis e um frei da igreja católica.


DA REDAÇÃO

Uma professora da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), identificada como Lisanil Conceição Ferreira, foi presa no último domingo (13), por “resistência à polícia” após se posicionar a favor da soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a assessoria da Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat), onde a professora é filiada, o episódio ocorreu em um evento social onde também participavam fiéis e um frei da igreja católica, no município de Campos de Júlio (670 km de Cuiabá).

Lisanil estava participando das atividades e lá ela teve um diálogo sobre o tema “amparo da igreja católica para a população de baixa renda da cidade” e teria feito alguns questionamentos.

“A maioria das pessoas que estavam no evento da igreja tem um posicionamento de inclinação de direita e ela é uma professora que sempre teve um diálogo mais inclinado para a esquerda. Então, muitas das pessoas não gostaram do posicionamento dela em favor da soltura do ex-presidente Lula e se manifestaram contrárias”, explicou a assessoria.

De acordo com a Adunemat, os participantes junto com o frei, que não teve o nome revelado, chamaram à polícia. No entanto, a associação alega que a professora foi conduzida de forma truculenta para a delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimento. Entretanto, acabou sendo detida acusada de resistência. 

Ela só foi liberada na manhã de segunda-feira, após o pagamento de fiança.

“Foi ontem [14] às 10h21, que foi o período que ela assinou a liberação. A Adunemat [na figura de algum representante] foi lá prestar o apoio e fizeram o pagamento da fiança para ela poder sair”, disse. 

A assessoria afirmou ao que encaminhará uma nota oficial sobre o episódio. Até o fechamento desta matéria a reportagem não havia recebido a nota.

Veja vídeo:

 











(6) COMENTÁRIOS

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Alexandre  17.10.19 07h35
Pelo vídeo se percebe claramente que ela estava bastante aberta ao diálogo e ao contraditório.... querendo encerrar o evento pelo motivo simples de que a maioria ali presente não acatou sua opinião sobre um fato que poderia nem estar sendo tratado no evento.

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Morador  17.10.19 07h14
Versão de uma pessoa presente no local. Boa noite. Estou vendo na mídia a repercussão do caso da professora da UNEMAT que foi retirada do palco de uma festa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida em Campos de Júlio e percebo que a notícia está sendo bastante distorcida. Então, como cidadão campos-juliense e testemunha ocular do fato gostaria de dizer algumas coisas que os sites de notícias não estão divulgando: Foi solicitado educadamente inúmeras vezes que a professora deixasse o palco e permitisse que o sorteio de prêmios continuasse havendo negação da docente; O locutor solicitou que se houvesse algum amigo, conhecido ou parente dela no recinto ajudasse a convencê-la de descer do palco. Ninguém se manifestou; A professora estava completamente transtornada, alterada, desequilibrada, visivelmente embriagada; Ela já havia ameaçado processar a banda que animava o evento caso eles não tocassem músicas de Mato Grosso pois a banda estava tocando músicas gauchescas (provando mais uma vez sua embriagues). Sendo assim a polícia civil, juntamente com a brigada militar, populares e posteriormente a polícia militar, zelando pela continuidade do evento e segurança de todos (inclusive dela mesma) retirou-a do evento encaminhando para o batalhão de polícia militar e como ela não se acalmou foi então encaminhada ao hospital. Em nenhum momento foi constatado abuso de autoridade dos policiais e brigadistas bem como uso excessivo de força e truculência como estão divulgando por aí. Como sabemos, a maior parte da mídia só conta um lado da história, o lado que lhe interessa. Cabe a nós pessoas de bem mostrar o outro lado! Nelson Zuchi Neto, 16/10/2019.

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Arthur  16.10.19 14h46
Igreja não é lugar de "lacrar", ainda mais no interior, onde o viés ideológico da população é majoritariamente oposto ao esquerdismo. Plantou e colheu, apesar de que conseguiu o que queria, que era provocar uma situação para alegar que a polícia foi agressiva e truculenta, atitude típica de pessoas assim.

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Rose  16.10.19 08h13
Quem manda querer lacrar? Idiota, subir no palco pra gritar lula livre. Queria lacrar e foi lacrada. Bem feito.

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pedro paulo  16.10.19 08h02
Não precisava deste tipo de ação da polícia com uma pessoa e muito menos uma mulher! conheço essa professora desde a época da faculdade e ela sempre foi chegada num showzinho! esse tipo de desinteligência só acontece quando tem IDOLATRIA! tanto do idólatras "LULISTAS" quando dos idólatras "BOLSONARISTAS" grupo esse que está em formação! Nós temos que idolatrar apenas JESUS!

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