24.01.2020 | 16h40


EM CANA

PRF prende contrabandista de MT que ia ‘iniciar uma nova vida’ no Rio Grande do Sul

Cleber Duarte de Carvalho foi condenado há mais de 16 anos por participar de uma quadrilha contrabandeava e adulterava agrotóxicos no Norte do Estado.


REDAÇÃO

Condenado a 16 anos e 10 meses de prisão pela Justiça Federal de Sinop (500 km de Cuiabá), em dezembro do ano passado, Cleber Duarte de Carvalho , 40 anos, foi preso na noite de quinta-feira (23), em Cuiabá, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Ele confirmou aos policiais que tinha conhecimento do mandado de prisão em seu nome e que estava indo para o Rio Grande do Sul para “iniciar uma nova vida”. Cleber, que é natural de Gravataí (RS), viajava com a esposa e a filha de pouco mais de 1 ano.

Cleber está entre os 8 condenados, no dia 12 de dezembro de 2019, acusados de formação de organização criminosa, manipulação irregular e transporte de agrotóxicos e lavagem de dinheiro. Era Cleber o responsável por manipular os agrotóxicos, com a finalidade de aumentar o volume. Tanto que era conhecido como “agrônomo”, mas não possuía qualquer formação.

De acordo com a PRF, o foragido da Justiça foi preso numa fiscalização de rotina, na BR-364. Os policiais decidiram parar o veículo Polo com placas de Santarém/PA, ocupado por um casal e um bebê. Ao consultarem os dados do condutor, constataram o mandado de prisão contra ele, expedido pela 1ª Vara Federal de Sinop.

Além de ter o mandado de prisão cumprido, Cleber ainda foi autuado por conduzir veículo sem habilitação e por transportar criança sem o dispositivo de retenção apropriada, pois no momento da abordagem a criança estava no colo da mãe no banco dianteiro.

Os crimes

A condenação de Cleber é originária da operação Terra Envenenada, deflagrada pela Polícia Federal no dia 7 de junho de 2018. De acordo com as investigações, a quadrilha contrabandeava e adulterava agrotóxicos, realizando o comércio irregular na região Norte do Estado. Devido aos grandes riscos à saúde, estes produtos utilizados pela quadrilha têm a comercialização e uso proibidos no Brasil.

Além de Cleber, foram condenados José Eloir Freitas, Guadalupe Bertoleti, Mário Brandão Garcia, Davi Pimenra de Oliveira Filho, João Nassif Massufero Izar, Welton Sebastião Blasque Silva e Ricardo Honório de Araújo Sampaio.











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