22.01.2011 | 08h23


POLÍCIA

Polícia volta a caçar ladrões de gado em Mato Grosso

RENÊ DIÓZ
DIÁRIO DE CUIABÁ

A Polícia Civil voltou ao encalço do fazendeiro Edson Joel de Almeida Meira e de seu irmão Paulo Vilela Siqueira Meira, oito meses após a prisão de ambos na Operação Boi Gordo.

Conhecidos como "Edinho Meira" e "Nhô", eles são acusados de liderar uma quadrilha de roubo de gado na região médio norte do Estado. Existem prisões decretadas para ambos em duas comarcas de Mato Grosso, mas a Justiça decidiu soltá-los na última sexta-feira e acabou voltando atrás esta semana, quando emitiu um mandado de recaptura que a polícia ainda não consegue cumprir.

Edinho e Nhô estavam presos desde a operação, deflagrada em maio, no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra (239 Km a Noroeste de Cuiabá). Eles foram presos em Tangará devido ao alto risco de ser resgatados caso ficassem em alguma unidade de sua cidade, Jangada (a 80 Km de Cuiabá), especialmente por conta de sua periculosidade e poder econômico.

Na última sexta-feira, foram soltos mediante alvará de soltura expedido pelo juiz Marcelo Sebastião Prado de Moraes. O alvará foi resultante da revogação do mandado de prisão que havia sido decretado na comarca de Tangará, mas outras prisões preventivas decretadas continuam valendo para ambos em Rosário Oeste e Nobres.

O delegado que investigou os irmãos e deflagrou a Boi Gordo, Walter Bassi Júnior, explicou que só ficou sabendo da soltura quatro dias depois. "Eu não sei por que eles foram soltos", declarou Bassi, que acabou recebendo de um juiz local em seguida um mandado de recaptura sob o argumento de que a soltura não deveria ter acontecido.

A polícia, então tentou recapturar os irmãos, mas sem sucesso até o momento. Segundo as investigações do delegado, no mesmo dia em que saíram do CDP de Tangará, os irmãos foram para casa em Jangada, apanharam algumas roupas e partiram para fora da cidade. Provavelmente num táxi ou carro alugado, pois os veículos de ambos estão em Jangada. A suspeita é de que os dois tenham partido para a Bolívia, mas equipes da polícia ainda estão realizando buscas.

Para o delegado, os foragidos não devem voltar a praticar crimes tão cedo, pois já estão muito visados, mas o risco para a sociedade é de que ameacem testemunhas que acabem forçadamente alterando seus depoimentos.

Operação

Edinho e Nhô foram presos em maio do ano passado pela Polícia Civil na Operação Boi Gordo com outras quatro pessoas: Josenil Rodrigues da Silva, o "Zeca"; José Hermínio Alves Pedroso, o "Zé", Joelson Bomdespacho Santana Alves, o "Pantaneiro", e Valdinei Nascimento Pinho.

Eles integrariam a principal quadrilha suspeita de ter roubado, em setembro de 2009, 72 cabeças de gado da fazenda Barra do Arinos, situada na estrada do "Boteco Azul", acesso para Trivelato, na cidade de Nobres (146 Km ao Norte da Capital).

O caseiro e sua família foram trancados enquanto o gado era colocado em caminhões. Um arsenal que seria usado em assaltos a propriedades rurais foi encontrado na casa de Edinho em Jangada.

 











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