26.06.2010 | 23h45


POLÍCIA

Polícia quer ouvir ex-mulher para elucidar tragédia familiar



A Polícia retomará, na segunda-feira (28), as investigações sobre a tragédia que teria como pivô o médico Afrânio Maia de Almeida, 33, que, após matar a filha de 6 anos e atirar na ex-mulher, se suicidou. O ginecologista foi enterrado na última sexta-feira (25), em Cuiabá.

Luciane Conceição Oliveira Ferraz Ferrassoni, 28, a ex-mulher de Afrânio, continua internada em um hospital, após se submeter a uma cirurgia. O delegado Antônio Esperandio, adjunto da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, não conseguiu ouvi-la. Segundo os médicos, ela ainda está sob efeito de sedativos e só deverá ter alta na semana que vem.

Luciane estava ao lado do médico, quando ele matou a filha Maria Clara Ferraz Maia, 6, feriu a ex-mulher e se matou. A tragédia aconteceu por volta da 1h40 de quinta-feira (24), no Condomínio Vilas Boas, no bairro Ribeirão do Lipa.

Para a Polícia, o depoimento de Liciane é fundamental para se chegar à dinâmica do crime que resultou na tragédia familiar. Outra testemunha, o namorado de Luciane, Wilker Fernandes de Melo, foi ouvido, mas o fato de ele ter ficado trancado em outro cômodo da casa não ajudou muito para a elucidação do caso.

Os laudos periciais do local em que ocorreu a tragédia também serão fundamentais. A Polícia ainda pediu exames específicos, para saber se o médico estaria sobre efeito de álcool ou droga.

A família do médico não acredita que ele tenha matado a própria filha e afirmou que vai acompanhar de perto o trabalho da Polícia.

Entenda o caso

Para a Polícia, o ginecologista Afrânio Maia de Almeida pode ter agido por ciúmes ao matar a própria filha e se suicidar.

De acordo com as informações da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Afrânio, que estava separado há um ano, chegou na residência da ex-mulher, Luciane, por volta das 20h de quarta (23), e constatou que o atual namorado dela estava na residência. Ele teria saído transtornado com a situação e ido à sua casa, onde pegou a arma utilizada no crime.

Segundo o depoimento de Wilker Patrik Fernandes de Melo, o atual namorado de Luciane, o casal estava no quarto dormindo, quando ouviu um barulho na sala.

"Luiciane foi até a porta e começou a discutir. Ela dizia: 'Vai embora, some da minha vida, me deixa em paz!'. Com isso, sai na porta do quarto e constatei que era o Afrânio, ele me viu e atirou na porta do quarto de Liciane. Fechei para que ele não entrasse, porque ele veio em minha direção. A partir daí, só escutei vários disparos da arma. Comecei a gritar pedindo socorro, para que os vizinhos ouvissem", relatou Wilker Fernandes, em depoimento à polícia.

Pelos relatos, Afrânio Maia entrou no quarto da filha, que estava dormindo, e atirou na cabeça da criança. Ela não resistiu e morreu na hora. Luciane foi para cima da filha, tentando protegê-la e foi atingida com dois tiros na perna.

Afrânio atirou em sua própria cabeça, vindo a morrer no Pronto-Socorro de Cuiabá. Luciane foi encaminhada para atendimento médico também na unidade e seu estado é estável, segundo os médicos. Wilker saiu da residência sem ferimentos.











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO