20.09.2019 | 11h00


MANÍACO

Polícia prende homem acusado de matar três em MT e estuprar mais de 20 mulheres

Wellington Ribeiro da Silva matou a esposa e os dois filhos dela em 1997, em Rondonópolis. Ele foi condenado a mais de 50 anos de prisão.



Condenado a mais de 50 anos de prisão por triplo homicídio em Mato Grosso e considerado criminoso em série com mais de 20 estupros confirmados no Estado de Goiás, Wellington Ribeiro da Silva, 52 anos, teve nove mandados de prisão cumpridos pela Polícia Judiciária Civil, em ação integrada da Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol-MT) e Superintendência de Combate a Corrupção e ao Crime Organizado (GO).

Wellington Ribeiro é apontado como autor do crime de grande repercussão ocorrido em 1997, em Rondonópolis (212 km de Cuiabá), conhecido como “Chacina do Monte Líbano”, em que executou sua companheira e os dois filhos dela.

Na época dos fatos, ele comandava uma quadrilha envolvida em diversos roubos e homicídios e mantinha um relacionamento com a vítima, Luzia Pereira da Cruz, que tinha dois filhos de outros relacionamentos. Depois de desconfiar que a companheira estava passando informações para a Polícia, o Wellington decidiu matá-la.

Na noite do crime, o assassino foi até a casa da vítima e depois de conversarem algum tempo, ele a abraçou e sem possibilidade de resistência, esfaqueou a vítima violentamente. Não satisfeito, o criminoso decidiu tirar a vida dos dois filhos da vítima, um de 10 e outro de apenas de 03 anos. Os corpos foram encontrados dias depois.

O assassino foi condenado a mais de 50 anos de prisão em regime fechado. Ele chegou a ser preso, mas fugiu do Presídio Major PM Eldo Sá Correa (Mata Grande) em 2013 e desde então seu paradeiro era desconhecido.

Na última semana, Wellington foi preso no Estado de Goiás, onde é considerado pela Polícia um criminoso em série, maníaco sexual, investigado pelo cometimento de crimes sexuais e apontado como autor de mais 22 estupros confirmados com as vítimas identificadas e autoria reconhecida.

A prisão ocorreu após a troca de informações entre o Núcleo de Inteligência Operacional da Gepol e policiais civis da Superintendência de Combate a Corrupção e ao Crime Organizado, órgão integrante da Secretária Estadual de Segurança de Goiás. A equipe da Polinter fez o encaminhamento dos mandados de prisão que estavam pendentes de cumprimento expedidos pela Justiça de Mato Grosso totalizando nove ordens judiciais.

O delegado, Carlos Levergger, um dos responsáveis, pela força tarefa nas investigações dos estupros praticados no Estado de Goiás, disse que no momento da prisão, Wellington, fazia uso de documento falso, sendo também autuado em flagrante pelo crime.











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