16.09.2019 | 15h35


ALVO DA POLYGONUM

Polícia prende coordenador da Sema e apreende carros de luxo em operação contra o desmatamento

Ronnky Chaell Braga da Silva é acusado de fraudar o Sistema da Administração Pública da Pasta. Na casa do servidor, os investigadores aprrenderam uma Toyota SW4 e uma BMW.


DA REDAÇÃO

A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (16) o coordenador da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) Ronnky Chaell Braga da Silva, por promover fraudes no Sistema da Administração Pública da Pasta. Ele é um dos alvos da 6ª fase da Operação Polygonum, deflagrada para cumprimento de 12 mandados de prisão e 25 ordens judiciais, e 13 de buscas contra engenheiros florestais, empresários e servidores.

A Polícia Civil ainda apreendeu durante dois veículos de luxo: sendo uma Toyota SW4 e uma BMW. Os veículos teriam sido obtidos de forma ilícita e devem agora ser encaminhados ao pátio da Delegacia de Meio Ambiente (Dema).

Conforme informações complementares, a Dema não só investiga a participação de servidores da ativa como também evidências de práticas de aposentados.

Estes responderão a mais de um inquérito formal que foram instaurados objetivando coibir os crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e inserção de dados falsos no Sistema da Administração Pública, além de obrigação de relevante interesse ambiental e fraude em procedimento, dentre outros.

Entretanto, a assessoria da Polícia Civil informou que os procedimentos de investigação estão sob sigilo.

Operação Polygonum

A sexta fase da operação, com foco na tipologia de áreas, é resultado das investigações realizadas pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e o Ministério Publico Estadual, com apoio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Os mandados foram expedidos pela Juíza da Vara Especializada do Crime Organizado, Ana Cristina Silva Mendes.

A investigação refere-se a fraudes praticadas por servidores públicos, proprietários rurais e engenheiros florestais, no âmbito da Gestão Florestal, visando à supressão da vegetação nativa, diminuindo a área destinada à Reserva Legal, ao classificar a tipologia da propriedade de área de floresta em área de cerrado, em desconformidade com a lei.

Relatórios de Tipologia elaborados por Engenheiros Florestais, contendo informações falsas acerca do tipo de vegetação existente no imóvel, eram encaminhados à Sema, cujo órgão era responsável por vistoriar a área e confrontar as informações apresentadas no laudo. Leia mais aqui











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