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24.11.2010 | 00h39


POLÍCIA

Polícia pede prisão de ex-prefeito de Lambarí D’Oeste

MAYARA MICHELS
DA REDAÇÃO
 

A Polícia Civil pediu a prisão temporária de um empresário e ex-prefeito do município de Lambarí D´Oeste (339 km a Oeste de Cuiabá). Ele é acusado de encomendar a morte de Maria Manea da Cruz Vitozzi (PP), atual prefeita do município.

Uma vez que as investigações estão em segredo de Justiça, o acusado não teve o nome divulgado pela Polícia. O crime tem motivações políticas.

De acordo com as informações do delegado responsável pelas investigações, Mario Resende, o empresário está na cidade e, em depoimento, afirmou que não tem envolvimento com o crime.

"Estamos aguardando a resposta do Tribunal de Justiça [para o pedido de prisão temporária]. Apesar do inquérito ter sido concluído em dez dias pela Polícia Civil, as investigações continuam: apenas duas pessoas foram presas, mas há mais pessoas envolvidas e que deverão serem presas ainda nos próximos dias", afirmou o delegado ao MidiaNews.

O delegado contou ainda que as investigações estão atrasadas devido ao fato de alguns veículos impressos da Capital terem divulgado informações sigilosas. "O fato de os nomes de algumas pessoas terem sido divulgados na imprensa prejudicou muito o nosso trabalho. Há casos de pessoas que até já saíram da cidade. Além disso, prisões nao foram feitas justamente porque a divulgação dos nomes prejudicou nosso trabalho", afirmou Mario Resende.

R$ 80 mil e sequestro

O plano para matar Maria Manea foi denunciado à Polícia Civil, que passou a monitorar os suspeitos. Os dois suspeitos foram presos no momento em que era feita a primeira parte do pagamento e acertados os últimos detalhes do crime. Ainda foram apreendidos R$ 5 mil em dinheiro e cheques.

"O provável motivo seria de ordem política, envolvendo, justamente, a disputa pelo Poder Executivo dentro de Lambari D'Oeste", disse o delegado Mário Rezende.

De acordo com as investigações, o crime foi supostamente encomendado por um empresário da cidade, cujo nome não foi revelado, por R$ 80 mil. O plano era de seqüestrar a prefeita e exigir resgate de R$ 800 mil; após o eventual pagamento, ela seria assassinada.

Seria uma estratégia para impedir a prefeita de concorrer à reeleição, em 2012.

Mesmo com a prisão dos acusados, Maria Manea diz estar com medo de ser morta. O marido dela, Luis Carlos Alves da Cruz, o "Luiz Preto", em 2004, quando disputava a reeleição, também foi ameaçado e assassinado por um pistoleiro, após um comício. O crime aconteceu na noite de 26 de setembro.

"Na hora que ele entrou no carro, pegou o volante, eu passei para o lado do passageiro, chegou um cidadão, chamou ele e lhe deu um tiro na cabeça. Pegou assim [ao apontar para a própria cabeça]. O carro estava engatado, disparou e batemos em um poste. Aí que o povo foi ver que era tiro", lembrou.

O ex-vereador Wellington Salomão foi condenado a 18 anos de cadeia, acusado de ser o mandante do assassinato de Luiz Preto. Ele está foragido. Segundo as investigações da época, o crime teria custado R$ 40 mil e teve motivações políticas.

 











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