07.08.2010 | 11h34


POLÍCIA

Polícia fecha 19 lan houses no Grande CPA

Fernando Duarte
Da Redação

Todas as lan houses fiscalizadas na última ação conjunta em Cuiabá estavam irregulares. Das 21 unidades vistoriadas, 19 continham algum tipo de problema e 2 estavam fechadas. A operação "Lan House" verificou que 11 estabelecimentos estavam funcionando sem o alvará e 8 tinham a presença de adolescentes. Toda foram fechadas e deverão ser regularizadas junto à prefeitura. Um homem foi preso em flagrante por tráfico de entorpecentes.

O chefe de operações da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), Emanuel Pacheco, explicou que a ação aconteceu em estabelecimentos localizados nos bairros CPA 1, 2, 3, 4 e Centro América. "Nenhum menor de idade pode ficar em lan house sem permissão dos pais".

A única pessoa presa foi Paulo Sérgio Brandão da Silva Camargo, 28. Pacheco conta que ele foi abordado no bairro CPA 1, próximo a um posto de combustível. "Ele chegou em uma lan house e um dos policiais suspeitou da atitude dele. Quando saiu, ele foi abordado".

Camargo foi preso com papelotes de pasta-base de cocaína, uma porção de maconha, R$ 97 em dinheiro e material para embalar entorpecentes. Paulo já tinha passagem na Polícia por furto.

Além de retirar crianças e adolescentes sem autorização desses locais, a operação também tinha como objetivo regularizar os alvarás de funcionamento. De acordo com o secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Smades), Archimedes Pereira Lima Neto, é mais difícil a fiscalização para esses tipos de empreendimentos por, muitas vezes, eles se limitarem a uma sala e uma porta. "Geralmente eles ficam em estruturas pequenas. Se fosse uma residência, fica mais fácil fiscalizar".

A facilidade surge porque é possível verificar a situação do imóvel pelo Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).

O secretário explica que o empreendimento pode ser fechado se estiver em uma área irregular. Caso contrário, ou seja, se estiver em um ambiente permitido pela legislação municipal, o proprietário pode permanecer com o local assim que regularizar a situação com a prefeitura. O tempo médio de regularização é 30 dias.

A intenção, segundo Archimedes Neto, é que todos os estabelecimentos da Capital atuem por meio de alvará. "Até as lojas no Camelódromo terão que ter alvará de funcionamento".

A operação ocorreu entre 19h e 24h de quarta-feira (4) e contou com a participação de 9 policiais da DEA divididos em 3 equipes, sendo um fiscal da Smades em cada grupo. Além dessas 2 instituições, participaram da operação integrantes da Delegacia de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) e policiais militares do 3º Batalhão.












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